A Polícia Federal investiga um grupo criminoso que atua com o apoio de traficantes de drogas e de agentes públicos, no Amazonas, para grilar, lotear e validar a ocupação de terras federais ou áreas de preservação ambiental, na capital e no interior do Estado.
O processo sigiloso de investigação iniciou em 2017, mas ganhou força em outubro do ano passado, quando a superintendência da PF recebeu um dossiê com fotos, documentos e, inclusive, gravações de áudios sobre modus operandi da organização.
LEIA ARTIGO: Eleições o Amazonas e a influência do narcotráfico
Na PF, não se comenta sobre o assunto por receio do comprometimento do caso. A reportagem obteve informações de que o esquema existe há pelo menos oito anos e foi responsável pela formação de dezenas de invasões em Manaus e na Região Metropolitana.
O esquema funciona com o mapeamento, invasão, obtenção do aval de agentes do Poder Público, loteamento, comercialização e posterior agrupamento de milícias para “proteger” a área invadida.
Há comprovação de que exista a participação de indígenas no grupo para garantir o apoio popular e, consequentemente, o apelo aos governos. Os índios quase sempre seguem a orientação ou intimidação dos traficantes.

