A primeira edição da operação “Centro Seguro” foi realizada no dia 2 de agosto deste ano, quando 16 hotéis foram interditados e notificados por irregularidades na rua Quintino Bocaiúva. Na ocasião, a Justiça havia encaminhado à Polícia Civil 18 mandados de busca e apreensão. Dois hotéis estavam regulares, com autorizações e licenças exigidas pela legislação municipal. Na operação, 39 pessoas foram apreendidas.

Entre elas, 20 eram estrangeiros com origem da Venezuela, Colômbia e Peru. Na época, os estrangeiros foram apenas multados e notificados para deixar o País em oito dias. Dois dos estrangeiros foram indiciados por falsificação de perfume. O número de crianças encontradas foi 14, sendo a mais nova com três meses e a mais velha com 10 anos. Os menores estavam vivendo em ambiente deplorável, com baratas nos colchões e estavam abandonados no momento da operação.
A segunda edição ocorreu no dia 24 de agosto e combateu a distribuição de produtos falsificados. A operação chegou às galerias do Hotel Amazonas e também nas ruas Marechal Deodoro, Floriano Peixoto e Teodoreto Souto, no Centro. Na operação, um homem considerado o ‘cabeça’ da distribuição da pirataria no Centro foi preso com mercadorias avaliadas em R$ 500 mil. Dez toneladas em produtos foram apreendidas. Sete empresários foram autuados em flagrante e encaminhados para a Seccional, no bairro da Colônia Oliveira Machado, zona Centro-Sul.
A terceira edição da “Centro Seguro” foi realizada para combater o tráfico de drogas e a prostituição infantil em bares e hotéis, no dia 27 de setembro e 15 locais foram fiscalizados com a autorização da Justiça por meio de mandados. Os locais desta edição foram as ruas Frei José dos Inocentes, Henrique Antony, Itamaracá, Tamandaré e Visconde de Mauá. A operação resultou nas prisões de duas pessoas por tráfico de drogas e no fechamento de seis bares. Outras três pessoas foram levadas à Seccional Sul da Polícia Civil, onde foi montada a central de flagrantes, para prestar esclarecimentos.



