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Mudança no curso de medicina sem debate com os segmentos é precipitada

A proposta da presidente Dilma Rousseff de aumentar a duração do curso de medicina no Brasil em mais dois anos, para ajudar a resolver o problema da falta de médicos no país, mereceu do deputado Sidney Leite o comentário de que a falta de debate com os segmentos afins, desde as universidades aos estudantes, é no mínimo precipitada. Da tribuna da Assembleia Legislativa, Leite disse que o governo da presidente Dilma “está sendo mais orientado por marqueteiros que por ministros e técnicos”.

“Nós precisamos aprofundar essa discussão, porque o Conselho Federal de Medicina se manifesta no sentido de que se nós precisamos de médicos no interior, nós precisamos de especialistas. E os dois anos que os acadêmicos, esses médicos formandos, estariam aproveitando para fazer a sua residência ou especialização, estarão aonde?, estarão trabalhando”, argumentou o deputado.

Para Sidney Leite o que chama a atenção é que essa é uma decisão do Ministério da Educação, não é uma decisão no sentido de garantir que formandos oriundos de escola pública teriam que contemplar um financiamento de recurso público, trabalhando durante dois anos, e não é voluntário, diga-se de passagem, porque estariam recebendo um valor de 10 mil reais. “Minha única posição em relação a isso é que nós precisaríamos debater a amadurecer essa questão”, disse.

O deputado disse entender que o Governo Federal busca acertar ao lançar um amplo programa nas regiões Norte e Nordeste do país, mas lembrou que aumentar em dois anos o currículo do curso de medicina, “com o único objetivo de garantir médicos, sem debater com os segmentos, e instituições de ensino, é no mínimo precipitado”.

Declarando-se municipalista e reconhecendo que “nós precisamos tomar medidas pra enfrentar o desafio de falta de médicos no interior do país”, Sidney Leite lembrou que no interior do Brasil, especialmente no Amazonas, existe a necessidade não só de médicos, mas de inúmeros profissionais. “Mas não podemos tomar medidas açodadas, simplesmente com a preocupação e efeito de dar uma resposta para a manifestação da população”, argumentou.

Fundo

O deputado Sidney Leite também abordou a questão do Fundo Rotativo oriundo de mensagem do Governo do Estado destinado a fornecer recursos de pequena monta que serão destinados às escolas para a aquisição de materiais, e pequenos serviços e reparos. “Eu considero que este é um anseio antigo da comunidade escolar, principalmente nas regiões mais distantes, onde muitas vezes as escolas se deparam com pequenos problemas, como a falta de gás, e não tem recurso nenhum para fazer frente a essas necessidades”, afirmou.

Para ele, esse é um projeto que num primeiro momento terá sua fase experimental, e que com o decorrer do tempo ele terá êxito, mas precisa ter a fiscalização, a transparência e o acompanhamento desde o momento da elaboração para que a comunidade tenha acesso e que estes recursos sejam empregados de forma a que venha atender efetivamente o interesse daquela escola.

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