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Marcelo Ramos nega interesse em assumir Suframa no Governo Lula

Marcelo Ramos nega interesse em assumir Suframa no Governo Lula
Marcelo Ramos nega interesse em assumir Suframa no Governo Lula

Manaus/AM - O deputado federal não reeleito Marcelo Ramas (PSD) está sendo cogitado como um dos nomes que pode assumir a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no Governo Lula, a partir de 2023. Em declaração para o Portal do Holanda o parlamentar negou que tenha interesse no cargo e afirmou que possui melhores propostas na iniciativa privada.

Ramos disse que seu nome é cotado por seu partido, o PSD, para ser nomeado a algum cargo do novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O partido, que no Amazonas é liderado pelo senador Omar Aziz, está no arco de alianças do novo presidente.

“O partido deve ter posições no governo. O meu nome é um dos nomes que pode ocupar essas posições. Em relação a essa questão da Suframa, não é o meu plano. Não é o que está no meu projeto de vida”, disse o deputado.

Marcelo Ramos, que não conseguiu ser reeleito, disse que recebeu proposta para assumir cargos na iniciativa privada, com salários mais atrativos e com maior estabilidade.

“Eu tenho uma família que depende de mim e eu não posso viver na instabilidade com os salários que pagam o serviço público. Eu tenho propostas muito generosas para migrar para iniciativa privada em escritório de advocacia e grandes empresas de consultoria em São Paulo e em Brasília. Hoje eu preparo uma transição para ir à iniciativa privada”, explicou o parlamentar.

O deputado ainda esclarece que o projeto de assumir a Suframa não lhe anima, por conta de riscos de uma Reforma Tributária e também por pensar que o modelo precisa ser preservado como está e que muitos empresários e até mesmo parte da população acredita que o modelo do Polo Industrial de Manaus (PIM) já deu o que tinha de dar.

“A Suframa não é um projeto que me anime. Eu acho que nós vamos ter um momento bem difícil para a Zona Franca de Manaus, porque uma reforma tributária vai se impor. Mas acho que você tem dirigentes e trabalhadores da Zona Franca muito conformados com o fato de que é hora de uma revisão desse modelo e como eu sou alguém convicto de que esse modelo é um modelo que deu certo e que precisa ser preservado, me parece que as minhas ideias não coincidem com as ideias dos dirigentes das indústrias do Distrito e dos trabalhadores do Distrito e de parcela do povo do Amazonas que acha que a Zona Franca deu o que tinha que dar e que, portanto, ela pode acabar. Então, é preciso que tenha alguém mais identificado com esse ideário do que eu que sou um convicto defensor do atual modelo”, encerrou Ramos.

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