Manaus/AM - Dos 1.391 acidentes com animais peçonhentos registrados de janeiro a maio de 2022, a maioria, 145, ocorreu em Manaus, vindo em seguida Itacoatiara, com 81, Parintins, com 80, Tefé, com 72, Apuí, com 58, Maués com 56, Rio Preto da Eva, com 49, Borba, com 42, Lábrea e Manicoré, cada um com 37.
A serpente foi animal com maior número de ocorrências no Amazonas, o equivalente a 70,4% dos casos registrados. Entre os demais estão escorpião, 195, aranha, 97, abelha, 28 e lagarta, 9.
Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e mostram que, em comparação ao mesmo período de 2021 - janeiro a maio - houve uma redução de 15% dos casos.
Especialistas apontam que a grande enchente dos rios amazônicos é a responsável pelo elevado número de acidentes com esses animais, que deixam seus habitats naturais para escapar das águas.
Em caso de acidentes com esses animais, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para o atendimento. Neste ano, essas unidades receberam 8.120 ampolas de soro antiveneno, que foram distribuídas para os municípios do estado.
Os soros são usados para acidentes por jararaca, surucucu, coral, escorpião e aranha.
Em Manaus, o atendimentos a pacientes vítimas de acidentes por animais peçonhentos é realizados na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).
O médico veterinário da Gerência de Zoonoses da FVS-RCP, Deugles Cardoso, orienta os moradores das regiões alagadas a usarem uma bota de borracha cano longo, para buscar reduzir em até 80% dos acidentes por animais peçonhentos, inclusive durante a realização de atividades que envolvem a manipulação de galhos, troncos, folhas e coleta de frutos. Nessas ocasiões, o recomendado é ter atenção redobrada, principalmente com as crianças.
A limpeza de áreas como quintais e jardins das residências é outra medida importante para evitar os acidentes, assim como cuidar para não criar áreas favoráveis ao abrigo dos animais como obras de construção civil e terraplanagem, que são ambientes atrativos para animais, principalmente, os escorpiões.
Além de manter as superfícies sem revestimento e umidade, é preciso também colocar telas nas aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos fechados.



