Manaus/AM - A Prefeitura de Manacapuru, no interior do Amazonas, decidiu ampliar o horário do toque de recolher na tentativa de tentar conter a propagação do coronavírus na cidade, que vive o colapso da falta de oxigênio nos hospitais.
A ordem que restringe a circulação de pessoas nas ruas vigorava de 19h às 6h, mas a partir desta terça-feira (2) passa a valer de 15h às 6h. O comércio não essencial segue com o funcionamento suspenso e apenas alguns serviços como delivery seguem ativos em horários específicos.
Os serviços essenciais seguem em funcionamento, mas alguns segmentos também tem obbservações, confira:
- Supermercadistas de pequeno, médio e grande porte, atacadista, pequeno varejo alimentício e padarias, com funcionamento das 06h às 15h, a fim de evitar aglomerações em suas dependências, após esse horário poderá atender na modalidade Delivery até as 19h.
- Restaurantes, lanchonetes e bares, registrados como restaurante, na classificação principal da CNAE - Classificação Nacional de Atividades Econômicas, poderão atuar das 06 horas da manhã até as 00horas na modalidade Delivery, ficando expressamente vedados o consumo no estabelecimento
- Distribuidora de água mineral e gás de cozinha, que poderão funcionar das 06 horas às 15 horas, podendo funcionar na modalidade delivery até 19h.
- Drogarias e farmácias poderão funcionar 24 horas
- As feiras e mercados públicos, que comercializem produtos in natura, respeitado o limite máximo de 50% (cinquenta por cento) de sua capacidade, ficando vedado o consumo no local, com funcionamento restrito ao período de 06 horas da manhã às 15 horas;
- Caso um funcionário público municipal descumprir a ordem de extremo recolhimento obrigatório, o mesmo responderá por processo administrativo disciplinar, sem prejuízo de responsabilização penal.
- Fica suspenso, até ulterior decisão, o funcionamento de todas as atividades comerciais e serviços não especificados no Decreto.
Manacapuru é a segunda cidade mais afetada pela covid-19 no Amazonas e ainda sofre com o desabastecimento de oxigênio nas unidades hospitalares. Em um único dia, o município chegou a registrar a morte de sete pessoas por conta da falta do insumo.

