Os primeiros acusados de integrarem uma organização criminosa de tráfico de drogas, comandada por José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, presos na “Operação Fortaleza” desencadeada pela Polícia Federal dia 8 de junho do ano passado, foram sentenciados dia 17 de novembro pelo juiz federal substituto da 4ª Vara, Luciano Mendonça Fontoura.
Todos são da família de “Zé Roberto” - que ja estava cumprindo pena em Belem do Pará. São eles: Cloves Fernandes Barbosa, o “Apolônio”, condenado a 4 anos de reclusão, Maria Cléia Fernandes Barbosa, a “Loura ou Lu”, 4 anos de reclusão, Maria Raimunda Façanha Barroso, a “Velha”, 4 anos de reclusão, Wigo Fernandes Barbosa, o “Igor”, 4 anos de reclusão e Raris Fernandes Barbosa, pena 9 anos de reclusão - todos em regime fechado.
Entenda o caso
Na “Operação Fortaleza” desencadeada pela Polícia Federal, dia 8 de junho do ano passado foram presas 17 pessoas acusadas de integrar a organização criminosa comandada por José Roberto Fernandes Barbosa, o "Zé Roberto da Compensa".
Foram expedidos 36 mandados de prisão preventiva, dois de temporária e 27 de busca e apreensão. Emm Manaus foram presos os irmãos de "Zé Roberto" - Wigor Fernandes Barbosa, Raris Fernandes Barbosa e Maria Cléia Fernandes Barbosa, juntamente com Flávio Henrique da Silva Freitas, o "Barão"; Augusto Jhonson de Oliveira, o "Sapo", o taxista Allan Sérgio Martins Batista, Maria Raimunda Façanha Barroso - a "Branca da Colônia", José Lima da Costa, Alcimar Salians Pontes, Alexssandra dos Anjos Melo, Cleudivan Ribeiro de Freitas - o "Jiquitaia", Andrade Marinho Albuquerque e Carlos César Marques da Silva e Sila Viana.
A PF também cumpriu mandados fora de Manaus. Em Tabatinga a polícia cumpriu mandados contra Antônio Bento dos Reis e Aldeney Batista de Araújo, e ao Acre em que foi preso Raimundo Nonato Gomes Rodrigues.
Investigações desde 2008
A "Operação Fortaleza" é resultado de dois anos de investigações que começaram em julho de 2008, com o objetivo de desarticular a organização especializada em trazer para o Brasil pasta-base de cocaína por meio da fronteira com Peru e Colômbia, pela cidade de Tabatinga.
A droga era escoada até Manaus pelos rios Juruá e Solimões. Parte da droga abastecia a bocas-de-fumo locais e parte era despachado para Fortaleza e Belém.
Nos dois anos de investigações foram apreendidos, aproximadamente, R$ 300 mil, mais de uma tonelada de droga.

