Antônio Celso da Silva Gioia, juiz aposentado do Tribunal de Justiça do Amazonas foi preso pela Polícia Federal em cumprimento a mandado expedido pela juíza Luiza Farias da Silva Mendonça. A prisão ocorreu porque, segundo informações preliminares obtidas pelo Portal do Holanda, ele estaria coagindo testemunhas em processo no qual é réu na Justiça Federal. Na PF as informações sobre mandados de prisão são restritas e difícil acesso.
O juiz aposentado, que se tornou empresário, chegou a reivindicar uma cela especial, mas o pedido foi negado.
AFASTADO PELO CNJ EM 2002
Antônio Celso da Silva Gioia, que respondia pela Vara da Infância e Juventude Criminal de Manaus foi aposentado compulsoriamente com proventos proporcionais ao tempo de serviço pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na sessão plenária realizada no dia 9 de junho de 2002
O juiz foi afastado do cargo por 16 tipos diferentes de acusações como improbidade administrativa, tráfico de influência, uso de laranjas em negócios comerciais e uso do cargo para obtenção de vantagens pessoais. O CNJ decidiu ainda enviar o processo ao Ministério Público para que seja aberta uma ação civil de improbidade administrativa.
A sindicância contra o juiz Antônio Celso da Silva Gioia foi instaurada pelo CNJ, no dia 20 de fevereiro do ano passado de 2001, para que fossem investigados os fatos em que o juiz era acusado. Várias testemunhas foram ouvidas, inclusive o próprio juiz acusado. Em plenário, ao explicar os fatos e analisar todas as provas reunidas no processo, o relator, conselheiro Mairan Maia, disse que o juiz Celso Gioia estaria exercendo atividades comerciais incompatíveis com a magistratura.
Entre as irregularidades do magistrado apontadas no relatório e confirmadas na sindicância , estariam a atividade comercial de mineração e exploração de pedras do tipo seixo, constituição de empresas de construção com utilização de laranjas, exploração comercial de água mineral e aluguel de embarcações apreendidas, e fechamento de posto de

