Manaus/AM - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio AM) reuniu, nesta segunda-feira (20), autoridades e lideranças do setor produtivo para debater os impactos da estiagem prevista para o segundo semestre de 2026. A 4ª Reunião de Diretoria teve como foco o planejamento antecipado para evitar prejuízos logísticos e econômicos no estado.
Durante o encontro, o secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, apresentou um panorama técnico que aponta a possibilidade de antecipação do período de vazante. O fenômeno, intensificado por desequilíbrios meteorológicos e o possível retorno do El Niño , traz riscos severos para a economia local, incluindo:
Comprometimento da navegabilidade: Dificultando o transporte de mercadorias pelos rios;
Aumento de custos: Elevação nos gastos operacionais e de logística;
Abastecimento: Riscos de desabastecimento em áreas isoladas;
Queimadas: Alerta para o aumento de focos de incêndio e impactos na saúde pública.
O presidente do Sistema Fecomércio AM, Aderson Frota, destacou que o acesso a dados científicos oficiais permite que o empresariado adote medidas preventivas com segurança.
"É fundamental que os empresários se planejem e se antecipem para enfrentar esse cenário. Esse embasamento oficial nos ajuda a proteger o capital das empresas e reduzir prejuízos", afirmou Frota.
O coronel Francisco Máximo reforçou a necessidade de adaptação contínua. Segundo ele, eventos extremos têm se tornado mais frequentes devido ao aumento das temperaturas globais, exigindo que o setor público e o setor produtivo atuem de forma coordenada em um "sistema de autoproteção".



