O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou R$ 25,6 milhões em multas e lavrou 32 autos de infração por queimadas irregulares entre setembro e 22 de outubro. As fiscalizações resultaram em 15 termos de embargo, paralisando atividades em 724,1 hectares em sete municípios.
As ações cumprem o Decreto Estadual nº 55.339, assinado pelo governador Roberto Cidade, que proibiu o uso do fogo por 120 dias no estado. As inspeções foram reforçadas pelas operações Alerta Fogo, Tamoiotatá e Região Metropolitana, com apoio das Polícias Militar e Civil e da Inteligência da SSP (SEAINT).
Principais valores por município:
* Manaus: 1 auto de R$ 5,01 milhões;
* Humaitá: 8 autos somando R$ 4,36 milhões (maior área embargada: 280,8 ha);
* Manacapuru: 1 auto de R$ 2,5 milhões;
* Manaquiri: 2 autos (R$ 827,9 mil);
* Careiro da Várzea: 6 autos (R$ 702,4 mil);
* Tapauá: 1 auto (R$ 65,7 mil).
Os valores das multas irão para o Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema).
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, e o gerente de fiscalização, Marcelo Barroncas, o foco de calor em si não gera punição automática: as equipes vão a campo identificar a origem do fogo e comprovar a responsabilidade do proprietário antes de autuar ou embargar a propriedade.
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