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Homem que comandou quadrilha do semi aberto tinha saídas facilitadas pela direção do presídio

O latrocida Manoel Freitas Barros, o “Manoel Tatu”,  capturado no dia 6 deste mês  por policiais da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos e Defraudações, acusado de comandar a quadrilha do “semi-aberto” composta por presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, estava sendo beneficiado com saídas para tratamento de saúde e finais de semana em casa pelo diretor do presídio, o tenente da PM, Eunésimo Batista Serra. Tatu   responde a mais de 30 processos no Tribunal de Justiça do Amazonas.

O Blog do Holanda  teve acesso a   cópias de saídas de detentos, que de acordo com denúncia dos próprios presos, pagavam a importância de R$ 20  para não retornarem ao Compaj no horário marcado e assim realizarem o que a quadrilha de “Tatu”, composta por Mauro dos Santos Farias, Alcimar Pinto da Silva, Luiz Antônio dos Santos Souza, Luiz de Araujo Gomes Filho, Cláudio Roberto Almeida da Silva e José Victor Silva Benjamin, chamava de "trabalho", mas na verdade vinham realizando Manaus assaltos a mão armada. 

Somente no mês de junho, “Manoel Tatu” ganhou 12 dias fora do  Complexo Penitenciário, para tratamento de saúde. De 9 a 14 (quatro dias), de 14 a 20 (mais seis dias) e de 24 a 28 (mais quatro dias), de acordo com a fonte do Blog, todas as saídas sem escolta.


Saídas facilitavam a ação do bando comandado por "Tatu"

Mas as saídas de Tatu não pararam por ai. Em outubro ele foi beneficiado com mais saídas.  Conseguiu um final de semana em casa, de 2 a 4, e ganhou outra de 7 a 8 e por último ainda no mesmo mês foi liberado de 20 a 21, todas com retorno às 21h, mas de acordo com informações de funcionários ele não retornava.

No dia da prisão dele e de sua quadrilha, Manoel  Tatu  tinha conseguido com autorização do diretor para sair dia 5 e retornar às 21h de sábado dia 6, mas  policiais da Roubos e Furtos, comandados pelo delegado Orlando Amaral,  evitaram que mais um  assalto fosse realizado pelo bando do semi-aberto, que chegou a roubar o supermercado Carrefour, na Max Teixeira,   Cidade Nova, num final de semana, justamente os dias que eles eram liberados pela direção para passar com a família. 

Com as saídas, possivelmente “legais”, mas aos invés de ir  trabalhar ou passar os finais de semana com a família, a quadrilha do semi-aberto, comandada por “Manoel Tatu” e Alcimar Pinto, o “Berg” planejava assaltos.

Com eles “presos” os policiais da Roubos e Furtos  tinham dificuldades para elucidar os roubos. “As vitimas os reconheciam e nós ficávamos em dúvida. Esse está na cadeia”, disse um policial, afirmando que a facilidade de liberação de presos como “Manoel Tatu”, “Berg”, “Maurinho” e outros que compõe a quadrilha a onda de assaltos aumenta cada vez mais.

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