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Hemoam tem 92 pacientes com até 16 anos de idade em tratamento de câncer

Hemoam tem 92 pacientes com até 16 anos de idade em tratamento de câncer
Hemoam tem 92 pacientes com até 16 anos de idade em tratamento de câncer

Por Ana Celia Ossame, especial para Portal do Holanda

 

Com 92 pacientes com idades entre três meses a 16 anos em tratamento contra leucemia, câncer que afeta a medula óssea, a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) destaca a importância do diagnóstico e tratamento precoce.

Ontem, 15 de fevereiro, Dia Internacional do Câncer Infantil, foi uma oportunidade importante para chamar a atenção da população para os sintomas e a importância do diagnóstico precoce e do tratamento, afirmou a hematologista pediatra Renata Lemos, do Hemoam. 

Ao explicar que os pacientes infantis do Amazonas seguem a prevalência nacional dessa doença, com a Leucemia Aguda sendo o tipo de câncer mais frequente na faixa etária pediátrica, a médica destaca que o subtipo mais frequente é a Leucemia Linfoide Aguda (LLA), cuja incidência é alta em crianças de dois a cinco anos, mas pode acometer qualquer faixa etária, de zero a 19 anos.

A maioria dos casos se concentra em Manaus e todos os casos que vêm do interior são direcionados também para o tratamento no Hemoam. 

SINTOMAS

Sobre os sintomas que podem indicar a doença, Renata alerta às mães e pais para ter atenção aos quadros de anemia, fraqueza, surgimento de manchas roxas pelo corpo sem aparente trauma, aparecimento de gânglios, ínguas, aumento do tamanho da barriga devido ao aumento do baço e do fígado, dores nos ossos, articulações, fraquezas e febres sem causas aparentes.

Renata explica que um simples hemograma pode chamar a atenção do pediatra para pensar em leucemia. 
“Mediante esse quadro, o pediatra o encaminha o paciente ao hematologista para fazer o mielograma, exame feito na medula, quando pode para fechar o diagnóstico, definir o subtipo da doença e iniciar a quimioterapia”, disse ela, lembrando que, quanto mais cedo se descobre a doença e se inicia o tratamento, mais aumenta a possibilidade de cura, cujo índice hoje é de mais de 80% dos casos.

De acordo com a hematologista, como existem multifatores envolvidos nas causas dessa doença, alguns genéticos, não há como fazer ações preventivas. “O que ajuda é ter um melhor prognóstico e o diagnóstico precoce, que permite iniciar mais rapidamente o tratamento, garantindo mais chances de cura”, argumenta.

O tratamento é feito com agentes quimioterápicos por um período que pode durar até três anos e em alguns casos necessitar de radioterapia. Em alguns casos específicos, há necessidade de transplante de medula óssea, que é outra modalidade de tratamento. Mas mesmo quando é indicado o transplante, o paciente tem que fazer quimioterapia para que a doença entre em remissão e possa realizar o transplante, afirma Renata.

O Amazonas segue a prevalência a nível nacional, casos se concentram em Manaus e todos os casos do interior são drenados para Manaus onde é feito o tratamento. 

A diretora-presidente do Hemoam, médica Socorro Sampaio, explica que boa notícia é que o Hemoam oferece desde o diagnóstico até o tratamento e, no futuro, oferecerá o transplante de medula.

Segundo ela, a cura acontece depois de todo um processo de tratamento que é muito doloroso, mas necessário. Socorro destaca, inclusive, o fato de o Hemoam manter rituais como o toque do sino feito quando um paciente termina o período de terapia e após 10 anos completados dos procedimentos médicos, estabelecida a cura, finaliza seu acompanhamento na instituição de saúde referência no diagnóstico e tratamento de todas as doenças malignas e benignas do sangue.

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