Manaus/AM - O Boi-Bumbá Garantido, levou o público ao delírio nesta segunda noite (1), do 56º Festival Folclórico de Parintins. O "boi do povão", abriu o espetáculo e trouxe para a arena do Bumbódromo, o show diversidade como mecanismo para proliferação e manutenção da vida. O assunto está inserido no tema de 2023 do bumbá: “Garantido por Toda Vida".
Com uma noite pulsante e diversidade de cores, a galera vibrou ao som de clássicos do Boi do Povão e, também, da toada que leva no nome o tema do bumbá neste ano.
Para o presidente da Comissão de Artes da agremiação, Allan Rodrigues, é necessário abordar a diversidade tendo em vista que a Amazônia é um dos locais onde houve a maior mistura étnica do Brasil. Allan reforça a importância da Amazônia também ser uma terra de tolerância para que possamos viver em paz e harmonia.
“Nós temos que celebrar a diversidade porque dentro dessa celebração, dentro do entendimento de que todos têm direito de ser, de crer e viver as suas vidas e amar como quiserem, está aí a chave para uma sociedade de justiça e paz”, disse Rodrigues.
No decorrer da apresentação, a cantora Márcia Siqueira versou junto com o Amo do Boi, João Paulo Faria, um momento de muita emoção para a galera vermelha e branca. No momento da evolução da Sinhazinha da Fazenda, Valentina Coimbra, um balé de homens e mulheres com saias acompanhava a filha do Dono da Fazenda, colocando em prática o discurso sobre diversidade proposto pelo bumbá.
Torcedor apaixonado pelo boi do povão, o acadêmico de Direito, Henrique Fima, 27, disse entusiasmado que o Festival é um espetáculo fora do normal e um privilégio que o Amazonas possui. Henrique também celebrou a abordagem sobre diversidade.
“A diversidade é importante não só para uma pessoa em si, mas também para a imensidade de um país. É onde nós temos várias religiões, pessoas, cores, etnias, raças. O Garantido é vida, é paz, é harmonia, é brincadeira, é folclore. Viva o Brasil, viva o Amazonas, viva a Terra”, pontuou.
Garantido
O Boi-Bumbá Garantido foi criado por Lindolfo Monteverde, um pescador da Baixa do São José, em 1913, aos 11 anos de idade, como “Brinquedo de São João”. Aos 17 anos ele ofereceu a São João Batista como boi de promessa. A mãe do criador, Alexandrina Monteverde, conhecida como Dona Xanda, era uma forte liderança feminina na comunidade marginalizada composta por negros, indígenas e caboclos.











