A Empresa Amazonense Ozônio Telecomunicações em parceria com a operadora internacional de satélites O3b Networks, vai realizar na próxima segunda-feira, 26, em Manaus, o lançamento nacional do ousado projeto de comunicação de internet banda larga por satélites não estacionários.
O evento que acontece no salão nobre do Tropical Hotel, a partir das 10h, vai reunir autoridades locais e nacionais do ramo da Ciência, Tecnologia e Comunicação. De acordo com o diretor da Ozônio Telecomunicações, Yoram Yaeli, há três anos ele ouviu falar dessa nova tecnologia e buscou uma empresa credenciada para trazer o serviço para o Estado. “Trabalhamos junto com a O3b na construção de novas estradas digitais que vão realizar, finalmente, o sonho do serviço de banda larga para a população dos municípios remotos da Amazônia”, afirmou Yaeli explicando que a implantação dessa tecnologia no Brasil e no Amazonas é um marco histórico para o setor, que viabiliza a
implantação do plano nacional de banda larga em áreas que anteriormente foram excluídas por causa das suas condições geográficas.
Os satélites de banda larga vão ficar localizados a 8 mil quilômetros de altura e girar em uma velocidade maior do que os satélites estacionários que ficam a 35 mil km. Isso influência na qualidade e velocidade do tráfego de dados e voz. Ainda de acordo com o diretor da Ozônio, nesta primeira fase de funcionamento, serão lançados 8 satélites e a empresa O3b é quem fabrica o equipamento e que também será responsável pela manutenção deles. Já a empresa amazonense vai instalar e fazer a manutenção das antenas que serão instaladas nas comunidades. “Todos os satélites vão estar girando, mas as antenas vão sempre captar o sinal de algum dos oito equipamentos disponíveis”, destacou Yaeli. A previsão é que o primeiro satélite seja feito no primeiro semestre de 2013.
A O3B, empresa criada com a missão de levar acesso à internet de alta velocidade a lugares do planeta não servidos pela nova tecnologia. O nome da empresa é uma referência às 3 bilhões de pessoas que não têm acesso à web no mundo. A empresa já capitalizou recursos na ordem de US$ 1,2 bilhão para o lançamento de seus satélites, com investidores que incluem empresas como Google, HSBC, SES World Skies e outras grandes players da tecnologia.

