
AMAZONAS - O senador Eduardo Braga (PMDB/AM) assim que soube da citação de seu nome por Ricardo Saud, executivo da JBS, refutou a acusação - que chamou de 'estafúrdia' - e apresentou argumentos que podem fragilizar o acordo de delação de Ricardo.
“Acabo de assistir o vídeo com o depoimento onde ele (Ricardo) diz ter recebido orientação do PT para dividir o dinheiro com um grupo de senadores que estaria se rebelando para apoiar o Aécio nas eleições de 2014. Ora, eu era líder do governo Dilma na época. Fui um dos primeiros a declarar apoio à presidente Dilma. Esta acusação é estafúrdia”, rebateu Braga em entrevista ao Portal do Holanda.
O senador também lembrou que logo em seguida, recebeu a responsabilidade da presidente de Dilma de assumir o estratégico ministério de Minas e Energia. “Não tinha nenhuma chance de não apoiar Dilma. Ninguém da nossa base tinha dúvidas sobre isto. Tanto é que ao definir seu primeiro escalão, a presidente de imediato confiou a responsabilidade do Ministério de Minas e Energia para mim. Ela não faria isto com alguém que não confiasse”, completou.
Perguntado se conhecia Ricardo Saud, Braga disse que o viu duas vezes na casa do presidente do senado (na época Renan Calheiros), mas que não tinha nenhuma espécie de relação com o delator. “Qualquer pessoa pode consultar o TSE e facilmente pode constatar que não há qualquer espécie de doação da JBS para nossa campanha. Não recebi nenhum dinheiro. Não entendo essa delação e a forma como estão pondo. Para se livrar estão dizendo qualquer coisa”, finalizou o senador.




