Desde o dia 22 de agosto, o prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso (PMN), determinou a suspensão do concurso para cargos da Procuradoria Geral de Coari. Nesse mesmo dia, Mitouso tinha reassumido o cargo de prefeito, após 14 dias em Manaus se recuperando de um atentado a bala que sofreu no início de agosto, e tomou conhecimento de questionamentos feitos pelo Ministério Público de Contas (MPC) quanto às regras do certame que, o que o MPC classificou de “desconfomidades” com normas legais. Mitouso determinou ao procurador do município, Hernesto Costa, consultas e reunião com o Ministério Público para ajustes nas regras do certame, providências que foram tomadas imediatamente.
Na segunda-feira, o procurador está chegando em Manaus para se reunir no MPC, no sentido de finalizar esses ajustes e lançar edital para preenchimento de quatro vagas para a Procuradoria Geral do município. O salário inicial é de R$ 2.140,00. O procurador trará documentação de concursos anteriores realizados no município, como forma demonstrar que a Prefeitura defende um certame aberto, sem qualquer tipo de direcionamento e privilégios, mas com regras que garantam a contratação de procuradores com vínculo e comprometimento com o serviço público municipal. “Anteriormente, se gastava dinheiro público pagando comissionados porque os concursados nem apareciam para prestar serviço à população, as vezes nem pra receber salários porque iam só ao banco”, criticou o procurador.
“Nossa primeira providência, ao vermos a necessidade da realização do concurso, foi à contratação do Centro de Tecnologia do Amazonas (CETAM), um órgão respeitado para gerir o certame, através de sua comissão permanente de concurso. Mas, assim que soube dos questionamentos do MPC determinei a imediata suspensão do concurso porque tenho o maior respeito pelos órgão fiscalizadores das Leis e para que não paire nenhuma dúvida sobre a lisura dos provimentos de cargos públicos em Coari”, disse Mitouso
O prefeito explicou que alguns critérios como as inscrições serem feitas apenas na sede do município, e o impedimento de inscrições via internet, tinham o único intuito de fazer com que os cargos fossem ocupados por pessoas que realmente têm o compromisso de permanecerem em Coari, criar vínculos com a administração pública, e não fazer parte da lista de funcionários que, em administrações anteriores, apareciam por lá de vez em quando. “Essa foi à realidade que encontrei, setores da Prefeitura esvaziados e funcionários sendo pagos para viverem em Manaus”, contou Mitouso.

