Manaus/AM - Comunidade de Tumbira, situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro beneficia mais de 140 ribeirinhos com atividades voltadas para o turismo, educação, cultura e preservação ambiental
Distante hora e meia de Manaus em viagem de barco, a comunidade de Tumbira, tem se destacado como modelo de gestão e execução de projetos para geração de renda conservando a floresta em pé, em virtude dos incentivos para as atividades de turismo, educação, cultura, infraestrutura física e tecnológica.
A comunidade está situada dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro e nela são beneficiados diretamente mais de 140 ribeirinhos, que sob a coordenação da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), executa projetos em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema/AM).
As ações implementadas visam o crescimento econômico, educacional, cultural, turístico e de infraestrutura física e tecnológica dos moradores do local.
Para os administradores, o sucesso do modelo de desenvolvimento da Comunidade do Tumbira dá-se pelos incentivos voltados para a atividade econômica do turismo, pois a comunidade tem um grande potencial para o turismo sustentável de base comunitária. Ali, empreendedores locais disponibilizam pousadas para receber visitantes, além de apresentar seu artesanato e a gastronomia amazônica, disse o gerente do Programa de Empreendedorismo da FAS, Wildney Mourão.
Mesmo com a diminuição de turistas em 2021 por conta da pandemia de Covid-19, as pousadas da RDS do Rio Negro receberam mais de 680 turistas, apontando um cenário otimista para retomada econômica da atividade para 2022.
De acordo com Wildney, a FAS apoia os empreendedores de turismo com capacitação empreendedora, apoio à comercialização, crédito e investimentos em infraestrutura física e tecnológica.
Para dar suporte ao turismo, há incentivo para a cadeia produtiva do artesanato, desenvolvida como um modelo de negócio voltado para a capacitação dos artesãos, auxiliar na melhoria de seus produtos e garantir a eles a inclusão no projeto Jirau da Amazônia, um e-commerce que conta com apoio da Associação Zagaia e a parceria Americanas S.A, para venda do artesanato para todo o Brasil e que gera impacto positivo repassando o valor integral aos artesãos.
Houve ainda lançamento da Coleção Tumbira, composta por vasos esculpidos em torno, utilizando madeira proveniente do manejo sustentável. Criadas pelos arquitetos Marcelo Rosenbaum e Fernanda Marques, em colaboração com o artesão Manoel Garrido, morador da comunidade, o trabalho e é uma ação do Projeto Amazonas Sustentável, sendo realizada pela FAS e o Instituto A Gente Transforma, em parceria com a Petrobras. A coleção venceu o Prêmio Casa Vogue e Design 2021, um dos mais importantes do país.
EDUCAÇÃO
Na área educacional, o Programa de Educação para a Sustentabilidade (PES), desenvolvido na comunidade atua com diversos projetos como incentivo à leitura e à escrita, intercâmbio de saberes, jovens empreendedores, práticas agroecológicas, repórteres da floresta e o Programa de Desenvolvimento Integral da Criança e do Adolescente Ribeirinho da Amazônia (Dicara).
Em novembro do ano passado, foi lançado o “Educação Ribeirinha”, que realiza oficinas de ensino complementar com propostas de melhorias na educação.
Há também incentivo para práticas esportivas comunidade do Tumbira, como o projeto-piloto ‘Deixa a Mana Jogar’, de incentivo ao esporte em comunidades ribeirinhas. O foco da iniciativa é desenvolver o empoderamento feminino por meio do esporte, trazendo conceitos de igualdade de gênero com oficinas práticas e teóricas, mas os meninos também poderão participar das ações. As modalidades oferecidas são futebol e voleibol.
A crise provocada pela pandemia da Covid-19, afetou de forma severa os “guardiões da floresta”, que são as populações que vivem em comunidades remotas, ribeirinhas e indígenas na Amazônia, segundo a FAZ, que iniciou um projeto denominado Programa de Saúde na Floresta (PSF), que promovendo a instalação de mais de 100 pontos de telessaúde em diversas comunidades da Amazônia.
A Comunidade do Tumbira recebeu um dos pontos de telessaúde, por meio do qual os moradores têm acesso a atendimento básico de saúde, de forma prática e on-line, como clínico geral, fisioterapeutas e psicólogos.
A visita a comunidade pode ser programa por meio de agências de turismo. Para saber mais sobre a iniciativa: https://fas-amazonia.org/.



