Manaus/AM - A pandemia do novo coronavírus trouxe um cenário caótico para o Amazonas. Desde março do ano passado, o estado registra 268.717 casos confirmados de Covid-19, elevando para 8.266 mortes pela doença. Nesta segunda (1º), foram confirmados 1.323 novos casos e mais 149 mortes, segundo boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM).
Segundo a Folha de São Paulo, em contraste com o colapso na saúde, o estado tem a Arena da Amazônia, que foi construída para a Copa do Mundo de 2014, Manaus sendo uma das sedes, com investimentos de R$ 669 milhões, pagos pelo governo do Amazonas e com financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). No entanto, o estádio está fechado e os jogos são transferidos para outras cidades devido às restrições de circulação de pessoas, em cumprimento ao decreto governamental que determina toque de recolher por 24h.
Ainda de acordo com a publicação, a Fundação Amazonas de Alto Rendimento, órgão estadual que administra os espaços esportivos do estado, gasta com a manutenção do estádio cerca de R$ 1 milhão por mês. Os dados de faturamento da Arena da Amazônia não foram divulgados.
Em nota, o governo afirmou que o plano estadual de contingência da Covid-19 já prevê a implantação de estruturas de retaguarda no sistema de saúde e que a unidade está sendo montada. Ao ser questionado sobre a possibilidade da Arena da Amazônia ser utilizada como hospital de campanha, à exemplo das principais capitais brasileiras como São Paulo e Rio de Janeiro, o executivo estadual não comentou sobre o assunto.

