Manaus/AM - Em mensagem governamental lida na sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na manhã desta terça-feira (2), o governador do Amazonas Wilson Lima (PSC) abordou medidas de ampliação da rede estadual de saúde para conter a pandemia de Covid-19.
Entre as iniciativas, Lima citou o aumento de leitos clínicos em 134% e de 457 para 1.348 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde outubro de 2020. Já o Hospital Delphina Aziz estendeu de 10 para 150 leitos de UTI, bem como a ampliação da capacidade de atendimento para todos os andares.
Os 61 municípios do Amazonas, por sua vez, receberam 875 leitos clínicos para atendimento de pacientes e o Amazonas elevou em 576% a quantidade UCIs (Unidades de Cuidados Intermediários).
“O interior nunca teve e hoje existem em todos os hospitais do interior. Nós temos um planejamento. Começamos pela implantação das UCIs. Elas evitam que o paciente precise de um leito de UTI”, explicou Lima.
O governador associou medidas para garantir o abastecimento de oxigênio a um “cenário de guerra com operações complexas”. 60 mini usinas que produzem oxigênio estão sendo montadas em unidades de saúde do interior e da capital - quatro já se encontram em operação.
“Assim que detectamos que teríamos problemas com o fornecimento, comunicamos o governo federal e montamos uma força-tarefa para normalizar o abastecimento. Hoje, temos uma situação mais estabilizada, mas não resolvida”, relatou.
Lima informou que todas as doses de vacinas foram separadas e enviadas aos municípios junto com os insumos necessários para a aplicação. De acordo com o governador, os critérios foram estabelecidos pelo Ministério da Saúde e os nomes de quem recebe a vacina no âmbito estadual foram enviados ao órgãos de controle.
“Se houver fraude por parte de quem quer que seja, que ocupe comissionado, haverá exoneração imediata”, assegurou Lima.

