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Animais peçonhentos causaram duas mortes e mais de 1,3 mil acidentes no Amazonas este ano

Animais peçonhentos causaram duas mortes e mais de 1,3 mil acidentes no Amazonas este ano
Animais peçonhentos causaram duas mortes e mais de 1,3 mil acidentes no Amazonas este ano

Manaus/AM - Até maio de 2022, de um total 1.391 acidentes com animais peçonhentos registrados esse ano, as serpentes foram as responsáveis 980 registros com duas mortes no Amazonas, 195 foram provocados por lagartos, 97 por aranhas, 28 por abelhas e 77 por outros tipos desses animais.  

A capital lidera os registros com 124 casos, seguida por Parintins com 53 casos, Itacoatiara com 52, Maués com 48, Nova Olinda do Norte com 33 e Borba, 31. 

Em 2021, 3.288 acidentes com esses animais foram registrados, dos quais 2.215 foram com serpentes. Em 2020, de 3.090 acidentes com animais desse tipo, 2.202 foram com serpentes. 

A informação é da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) que, no período da enchente, alerta para a possibilidade de aumento desse tipo de acidente, levando os médicos a chamar a atenção da população ribeirinha aos cuidados necessários para evitar ataques de animais peçonhentos. 

A gerente de Zoonoses da FVS-RCP, Ana Cristina Campos, destaca entre as orientações sempre observar os calçados e as roupas antes de usar, já que o animal pode se esconder dentro, assim como manter o ambiente limpo, não colocar as mãos e pés em tocas e, para trabalhadores rurais, é indispensável o uso de botas. Em caso de acidentes, procurar atendimento em um hospital o mais rápido possível.

Em 2021, foram distribuídas mais de 10 mil doses de soro antibotrópico pentavalente, indicado para o tratamento do envenenamento causado por picada de serpentes, 980 doses de soro antibotrópico (pentavalente) e antilaquético, 550 de soro antielapídico (bivalente) usado contra picadas de serpentes tipo corais, 650 de soro antiescorpiônico, usado contra picada de escorpião e 590 de soro antiaracnídico, contra picadas de aranhas.

Neste ano de 2022, já houve a distribuição de 6,4 mil doses de soro antibotrópico pentavalente, 820 doses de soro antibotrópico (pentavalente) e antilaquético, 230 de soro antielapídico (bivalente), 340 de soro antiescorpiônico e 330 de soro antiaracnídico.

A FVS, realizou até último dia 1º deste mês, visita técnica ao município de Ipixuna para desenvolvimento de estratégia de descentralização de soro antiofídico, usado no tratamento de acidentes por picada de serpentes.

O objetivo é descentralizar a administração dos soros antiofídicos (surucucu, jararaca e coral-verdadeira) nos hospitais das áreas ribeirinha e rural dos municípios distantes da capital. 

O projeto tem parceria com a Fundação de Medicina Tropical - Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Ministério da Saúde (MS) e Instituto Butantan.

Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, com a descentralização, é possível tornar mais fácil e rápido o acesso de ribeirinhos ao soro que é fundamental para tratar casos de acidentes por serpentes.

O projeto visa estruturar unidades básicas de saúde rurais para fazer o primeiro atendimento dos pacientes, principalmente aqueles que não têm condições de fazer a internação. É um primeiro atendimento, o emergencial, para estabilização do paciente”, destaca o médico veterinário Deugles Cardoso, da Gerência de Zoonoses do Departamento de Vigilância Ambiental da FVS-RCP.

Até o final de junho o treinamento será ministrado para sete Distritos Sanitários Indígenas (Dsei) com a participação de 28 profissionais, entre médicos e enfermeiros, informa a FMT-HVD.

Além desses distritos indígenas, o projeto vai contemplar os municípios de Careiro de Várzea e Ipixuna.

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