Manaus/AM - A revitalização e digitação do acervo de plantas desidratadas do Herbário da Universidade Federal do Amazonas (Huam/Ufam) é um projeto que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que também tem apoiado estudos que visam restaurar e informatizar coleções biológicas e museus no estado.
O objetivo do trabalho é tornar disponível em meio virtual informações sobre as plantas depositadas no herbário, por meio de um banco de dados vinculado à Rede Brasileira de Herbários, informa a coordenadora do projeto, a bióloga Maria Anália Duarte de Souza.
Esse processo de revitalização e digitação do acervo, principalmente relacionados à função das coleções biológicas como a flora – plantas, fungos e algas, vão possibilitar o estudo das plantas amazônicas por toda a comunidade acadêmica, científica ou da sociedade em geral (amantes da natureza, sociedades de coleções de plantas, agricultores e afins, consultorias, institutos não governamentais ligados ao meio ambiente, legisladores etc.), destaca Anália.
De acordo com ela, o banco contém todas as informações relacionadas à diversidade florística amazônica, principalmente, representada nas amostras depositadas, onde constam informações geográficas do local de coleta, descrição da planta (forma de vida, habitat, dados de floração e frutificação etc.), taxonômicas (família, nome científico da espécie), as pessoas que fizeram a coleta e demais herbários onde duplicadas da amostra podem ser encontradas. Atrelado ao banco de dados segue a digitalização das plantas conservadas no acervo, por meio de imagens em alta resolução.
A proposta recebe apoio do governo estadual no âmbito do Programa de Apoio à Organização, Restauração, Preservação e Divulgação das Coleções e de Museus do Estado do Amazonas – Coleções Biológicas/Museus – Edital 008/2019, da Fapeam.
O edital apoia com recursos financeiros e bolsas, projetos que visem dar suporte à organização, informatização, gestão e divulgação de coleções biológicas institucionais e de museus já existentes no Amazonas.
“Hoje não é publicado nenhum artigo científico sem citar o material testemunho depositado nas coleções oficiais, então, é um papel do herbário acolher, registrar e guardar esse material que comprova a identidade da planta estudada. Dessa forma, o Huam colocado em rede virtual serve aos próprios acadêmicos da Ufam, na sua formação, quanto aos usuários diversos citados, disseminando o conhecimento contido entre as paredes da coleção para todo o mundo”, disse a coordenadora.
O apoio do governo por meio da Fapeam é fundamental para as oportunidades de formação de recursos humanos e a aquisição de materiais que viabilizam o desenvolvimento dos projetos, destacou Maria Anália. “Os editais são imprescindíveis para consolidar a educação científico-tecnológica, a formação de profissionais e, por fim, o desenvolvimento socioeconômico da região. Sem o apoio da Fapeam não há como avançar em qualquer área do conhecimento que gera educação, desenvolvimento e renda no Estado”, ressaltou.

