Manaus/AM - A paciência dos moradores do conjunto Fazendinha, na Zona Norte de Manaus, chegou ao limite. Há mais de 30 anos residindo na localidade, o morador Paulo Sérgio é o porta-voz de uma indignação coletiva contra as intervenções da concessionária Águas de Manaus, que, segundo a comunidade, tem transformado as ruas em um cenário de caos e abandono.
De acordo com os relatos, o modus operandi da empresa segue um padrão que prejudica o direito de ir e vir: equipes abrem valas no asfalto para reparos, mas não realizam o fechamento adequado das vias. O resultado é o bloqueio do tráfego, impedindo a passagem de veículos particulares e do transporte coletivo, como as linhas da Transnorte.
"Eles vêm, abrem a rua e fecham o acesso. Não passa carro, não passa ônibus, não passa nada. Abrem o buraco, estouram cano, a água suja a rua toda, fazem a lama e vão embora para repetir o mesmo erro em outro lugar", desabafa Paulo Sérgio.
Além do bloqueio viário, os moradores apontam que a manutenção ineficaz gera novos problemas:
Desperdício: Canos que estouram durante ou após as obras;
Insalubridade: Acúmulo de lama e detritos nas frentes das residências;
Insegurança: Vala abertas que permanecem sem sinalização ou recapeamento por tempo indeterminado.
A comunidade agora exige que a Ageman (Agência Reguladora) fiscalize as obras na Fazendinha, para que a concessionária não apenas execute o serviço de tubulação, mas garanta a recomposição asfáltica imediata, evitando que o bairro continue sendo um "canteiro de obras abandonado".

