A redenção da Disney+: avisos sobre preconceitos antes dos clássicos

Por Portal do Holanda/Átila Simonsen

17/10/2020 10h25 — em 1 Minuto Nerd por Átila Simonsen

Disney pode se redimir. Foto: Reprodução

O mundo está em constante evolução e algumas são bem boas. Uma delas foi o anúncio de que a Disney+ colocará avisos sobre racismo e outros erros, antes de seus longas clássicos.

Segundo o Deadline, a produtora do Mickey vai colocar algo como ‘estes estereótipos estavam errados na época e estão errados agora’.

Na lista está Dumbo, Peter Pan, Mogli, A Dama e o Vagabundo e Aristogatas, entre outros. Na animação do elefante com orelhas maiores, há uma cena em que atores brancos se pintavam de pixe para ridicularizar negros escravizados.

No filme dos doguinhos, a disparidade social é gritante, praticamente chamando Vagabundo de fanfarrão quando, na verdade, ele é um pobre que se vira nos 30. Já em Aristogatas, também temos um gato muito malandro, porém em sentido negativo, além de um mordomo que DO NADA se vira contra a patroa, quer matar os felinos por dinheiro e ainda os abandona muito longe de casa.

A decisão da Disney+, se confirmada, é mais um passo para que ela mesma faça a sua redenção. Foi ela quem ensinou as meninas sobre príncipe encantado e que elas só podem ser felizes com um, porque só um macho seria capaz de fazer uma menina-mulher feliz (e salvá-la).

A partir de A Bela e Fera, vemos a coisa se modificando um pouco. A personagem título diz não ao pedido de casamento com um belo grosseirão, mas se doa em nome do pai ao trocar de lugar com ele como prisioneira.

Depois, temos Mulan, que se recusa a ir contra a própria natureza. Mesmo que tenha um boy depois, a moral da história é: nunca tenha medo de ser quem você é.

Mas o grande ponto de ruptura foi Frozen, na cena em que Anna chama a irmã para avisar que ela vai se casar com um príncipe. “Mas vocês acabaram de se conhecer” quebra toda uma vida de princesas que precisam ser salvas, olham para o homem, se apaixonam imediatamente e se casam, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.

Se confirmados os avisos, estaremos em frente à História. A Disney criou gerações de machistas, misóginos, racistas e preconceituosos de todo o tipo e, agora, pode melhorar o mundo inteiro explicando o básico: Respeito é para todes.

 

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Átila Simonsen