A Prefeitura de São Paulo anunciou na manhã desta sexta-feira, 8, a programação da Virada Cultural 2026, evento gratuito programado para ocorrer nos dias 23 e 24. Ao todo, serão 1.200 atrações em 21 palcos em diferentes regiões da cidade, com destaque para o centro da capital, que abrigará cinco deles. O público esperado, de acordo com a Prefeitura, é de mais de 4 milhões de pessoas.
A abertura da programação será com o maestro João Carlos Martins, no Vale do Anhangabaú, que fará um concerto com a participação da escola de samba Mocidade Alegre, atual campeã do Carnaval paulistano.
O Anhangabaú, aliás, abrigará as principais atrações deste ano. Apresentam-se por lá os cantores Seu Jorge e Alexandre Pires e as cantoras Joelma, Marina Sena e Gaby Amarantos. O local também vai receber uma das atrações internacionais da Virada, o franco-espanhol Manu Chao, que se apresentará à meia-noite do dia 23.
Na zona sul da cidade, Péricles será atração em Cidade Ademar e Gustavo Mioto no MBoi Mirim. Na Zona Norte, Mumuzinho, Ana Cañas e Wanessa se apresentam na Parada Inglesa. Sidney Magal, Arlindinho e Demônios da Garoa estarão em um palco instalado na Freguesia do Ó.
Na zona leste, Thiaguinho está escalado para um show no Parque do Carmo, Luísa Sonza em São Miguel, e Michel Teló e Vitor Kley em Guaianases.
A Virada também se propõe a ser mais acessível, com mais de 50 sessões de cinema com adaptações sensoriais voltadas a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entre os filmes exibidos estão Michael , a cinebiografia do cantor Michael Jackson; Zico - O Samurai de Quintino , sobre a vida do jogador Zico; e Super Mario Galaxy .
Parcerias vão levar público a museus
Apresentada como "o festival dos festivais" pela Prefeitura de São Paulo, a Virada Cultural 2026 terá cerca de 100 parceiros, entre eles o Sesc, que participa do evento desde sua criação, em 2005. A instituição oferecerá atrações musicais e artes cênicas, como shows de Lia de Itamaracá (Sesc 14 Bis), Johnny Hooker (Sesc Belenzinho), Paula Lima (Sesc Santo Amaro), Leci Brandão (Sesc Vila Mariana) e Os Mutantes (Sesc Itaquera), além da peça Fim de Partida, protagonizada por Marco Nanini, no Sesc Pinheiros.
O Masp, na Avenida Paulista, também será parceiro da Virada e ficará aberto 24 horas com entrada gratuita. Ainda não foi divulgado se o museu trará alguma exposição pensada especialmente para o evento.
Os museus da Língua Portuguesa, do Futebol, da Imigração, a Casa das Rosas e as Fábricas de Cultura - todos administrados pelo Governo do Estado de São Paulo - também terão programação voltada à Virada.
Outro colaborador é o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), que vai trazer ao Brasil, pela primeira vez, o grupo de K-pop 1Verse e arcar com os custos da vinda dos artistas ao País. Serão duas apresentações no bairro do Bom Retiro, conhecido por abrigar comunidades asiáticas.
A parceria da Prefeitura com o Sesc, o Governo de São Paulo e outras instituições permitirá que a Virada mantenha o mesmo número de atrações da edição de 2025, apesar de um orçamento mais enxuto, de cerca de R$ 40 milhões (no ano anterior, foram R$ 54 milhões).
"Não temos praia, então a Virada é quando a cidade se encontra, vira palco", disse Totó Parente, secretário de Cultura da cidade de São Paulo, em evento no Theatro Municipal na manhã desta sexta-feira, 8. "Teremos uma qualidade igual ou melhor à do ano passado", garantiu Parente.
Para o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o fato de a Virada ter conquistado uma visibilidade maior nos últimos anos permitiu um "diálogo maior" com os parceiros do evento neste ano. "Juntos, podemos falar que essa é a Virada de todos", disse Nunes.
Prefeito diz que trabalha para uma Virada segura
O evento de apresentação da Virada Cultural 2026 também detalhou aspectos da infraestrutura, transporte e segurança que estão sendo planejados para o fim de semana dos dias 23 e 24 de maio.
De acordo com os dados apresentados, 1.128 linhas de ônibus servirão a cidade no período, sendo 151 delas durante a madrugada. No domingo, dia da Tarifa Zero (que não valerá para o sábado), o aumento da frota será de 41%. O Metrô funcionará 24 horas durante o período da Virada.
Na segurança, policiais militares, a Guarda Civil Metropolitana e seguranças privados somarão um efetivo de 9.000 agentes na rua. A Prefeitura também usará drones, reconhecimento facial e o programa de monitoramento Smart Sampa para coibir crimes.
O roubo e furto de celulares, um dos grandes problemas da cidade, terá atenção especial. Segundo Ricardo Nunes, policiais vão trabalhar para uma Virada "democrática e descentralizada". "Se você não tiver segurança, não consegue dar tranquilidade para as pessoas. Quem quer se divertir, viver a cultura, será bem-vindo. Se for bandido, tenho certeza, vai ter uma viagem sem volta para casa."
De acordo com o Coronel PM Vilariço, Comandante do Policiamento da Capital, agentes estarão disfarçados entre o público - assim como ocorre no Carnaval - para impedir o roubo e furto de celulares durante a Virada Cultural, além de utilizarem torres de monitoramento perto dos palcos. "Nosso efetivo estará orientado para combater esse tipo de crime. Teremos policiais do serviço reservado atuando em pontos de aglomeração."



