No perfil da cantora do Instagram, sua equipe fez uma última homenagem ao anunciar a morte. "É com grande tristeza que anunciamos a morte de Tina Turner. Com sua música e sua paixão sem limites pela vida, ela encantou milhões de fãs ao redor do mundo e inspirou as estrelas de amanhã. Hoje nos despedimos de uma querida amiga que nos deixa sua maior obra: sua música. Toda a nossa sincera compaixão vai para a família dela. Tina, sentiremos muito sua falta", diz o post.
A vida de Tina Turner
Tina, nascida Anna Mae Bullock, era uma dos maiores nomes do rock mundial. Ainda na infância, se encantou com a música ao assistir o coral da igreja Batista da qual a família frequentava. Aos 17 anos, começou a cantar nos bares de St. Louis. Um ano depois deu a luz ao seu primeiro filho, que criou sozinha, após ser abonada pelo primeiro marido.
Nesse mesmo ano de 1958, lançou sua primeira gravação profissional, o boogie-woogie Box Top, ainda assinando com o nome de Little Ann. Na época, ela era apenas a vocalista da banda do músico Ike Turner, com quem Tina passaria a se relacionar afetivamente. Foi ela que deu à cantora o nome artístico de Tina Turner.
Em 1966, Tina, em mais uma tentativa de emplacar em um mercado que, além de machista, não abria espaço para cantores negros, lançou o álbum River Deep - Mountain High, agora em dupla com Ike. O disco fracassou nos Estados Unidos, mas fez sucesso na Europa.
O músico Mick Jagger, ao conhecer o álbum, se encantou pela voz de Tina e a chamou para fazer a abertura de shows da banda Rolling Stones em Londres.
Em 1968, com o casamento com Ike em crise, Tina tentou o suicídio ingerindo comprimidos para dormir.
Em 1971, Tina e Ike lançaram uma versão da canção Proud Mary, gravada em 1969 pela primeira vez pela banda Creedence Clearwater Revival. A gravação foi um sucesso e chegou a vender 1 milhão de cópias. A dupla ganhou o Grammy de Melhor Gravação do ano.
Convertida ao budismo, e com a força de sua voz personalíssima, cheia de graves, Tina se lançou em carreira solo ao lançar, ao 1974, o álbum Tina Turns the Country On!, com covers para clássicos do country e do folk, gêneros que ela costumava ouvir na adolescência e que fizeram parte de sua formação musical.
Entretanto, Tina, que desde a dupla com Ike flertava com o rock, acentuava cada vez mais a mistura do gênero com o R&B, soul e disco music, em álbuns como Acid Queen (1975, ainda com influência de Ike), Rough (1978) e Love Explosion (1979).
Nessa mesma época, a cantora deu fim ao casamento com Ike. Apesar da parceria de sucesso, Tina foi uma das primeiras personalidades a declarar que viveu um casamento abusivo, como vítima de violência física e psicológica.
Em um dos episódios, segundo Tina, Ike teria quebrado sua mandíbula. Em outra ocasião, jogou uma xícara de café quente no rosto da cantora. O música ainda a obrigava cantar, mesmo que ela não estivesse bem.
Entre os maiores sucessos de Tina Turner estão The Best, We Dont Need Another Hero, Its Only Love, (Darlin) You Know I Love You, Whats Love Got To Do With It, Goldeneye e Honest I Do.
Uma exposição em homenagem à cantora, Tina Turner: Uma Viagem para o Futuro, está em cartaz no MIS-SP.


