Início Variedades SP tem pelo menos 24 cidades que já abriram comércio na pandemia
Variedades

SP tem pelo menos 24 cidades que já abriram comércio na pandemia

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ameaçou adotar medidas legais contra prefeituras que têm flexibilizado o funcionamento do comércio em meio à pandemia do novo coronavírus, mas nos últimos dias cresceu o total de cidades que têm permitido a abertura parcial ou integral de seu comércio. São ao menos 24 os municípios do interior e do litoral paulista que adotaram medidas de flexibilização, abrindo cultos religiosos, hotéis, salões de beleza, óticas e assistências técnicas, entre outras atividades. Dessas, 16 permitiram a abertura dos estabelecimentos na quarta-feira (22) e na quinta (23), o que mostra uma onda crescente de flexibilização no estado, que já teve 1.512 mortes devido à Covid-19. Entre as cidades estão Sorocaba, São José do Rio Preto, Jaboticabal, Franca, Barretos, Campinas, Ilhabela e Araçatuba. E outras podem entrar na lista, como Ribeirão Preto, que pode flexibilizar o comércio a partir de segunda-feira (27). Os graus de permissibilidade são variáveis. Há locais, como Campinas, que permitiram só a abertura de óticas e estacionamentos perto de unidades de saúde, enquanto em outros municípios até lan houses foram abertas, como é o caso de São Vicente. Franca abriu seu comércio, no sistema delivery ou drive-thru, na quinta-feira, mesma data em que o comércio de Cravinhos e Barretos adotou medidas liberatórias. Em Barretos, com 57 casos e 2 mortes por Covid-19, foram liberados cabeleireiros, profissionais liberais, ambulantes, oficinas e clínicas, enquanto em Cravinhos o comércio foi dividido em setores, que abrirão em dias alternados. Já em Araçatuba, salões de beleza, profissionais liberais, serviços e lojas de departamento que tenham um caixa para recebimento de contas também podem abrir. Donos de academias se reuniram com a prefeitura para pedir a inclusão na flexibilização, mas o governo alegou não ser possível para não descumprir a decisão estadual de quarentena. Ao justificar a decisão de abrir atividades para comerciantes, profissionais liberais, prestadores de serviço e autônomos, o prefeito de Laranjal Paulista, Alcides de Moura Campos Junior (PTB), afirmou que o município foi pioneiro nas medidas de restrição devido ao coronavírus e que, agora, sairá na frente da solução do "gravíssimo problema econômico ocasionado peao Covid-19". O processo de flexibilização é gradual e seguro, segundo ele afirmou em live. A cidade tem cinco casos confirmados da doença, com duas mortes. "Conseguimos definir o quadro epidemiológico do município, com estudo sério e bastante profundo [...] Todos os nossos leitos hospitalares para receber pacientes com sintomas de infecção estão desocupados", afirmou o prefeito, que é médico. Já em Garça, o prefeito João Carlos dos Santos (DEM), em vídeo, disse que sabe do momento difícil que a economia está enfrentando, razão pela qual decidiu pelo decreto, válido desde quinta. Estão liberadas na cidade atividades comerciais desde que operem com o mínimo de portas abertas e restaurantes, desde que com delivery ou drive-thru. Academias seguem proibidas. "[O decreto] Tem como objetivo reconhecer a necessidade de também preservarmos a economia em paralelo às necessidades da saúde", disse o prefeito. Outras cidades que definiram medidas de flexibilização no comércio são Amparo, Jaguariúna, Boituva, Guaratinguetá, Jales, Araçoiaba da Serra, Jundiaí, Brodowski, Guarujá, Sertãozinho, Batatais e Indaiatuba. Nesta sexta (24), havia 124 cidades em São Paulo com ao menos uma morte provocada pela doença, 10 a mais que na véspera. O estado tem 17.826 casos da Covid-19, distribuídos em 269 de seus 645 municípios. O governo paulista afirmou, sobre o descumprimento de prefeituras pelas medidas definidas pelo estado, que o decreto de Doria é claro ao determinar a suspensão de atendimento presencial em comércios ou serviços não essenciais e que diariamente a recomendação é a de que "a população fique em casa e respeite o isolamento social". "E espera-se o mesmo dos municípios", diz o estado. De acordo com a gestão Doria, o estado "considera inadmissível e pouco razoável que alguns prefeitos atuem de forma isolada para alterar radicalmente o decreto da quarentena" e que, entre os dias 1 e 23 deste mês, o total de mortes pela Covid-19 cresceu 21 vezes no interior, litoral e Grande São Paulo.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?