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Caso Master: PF detalha suposta estrutura criminosa digital e física ligada a Vorcaro

Caso Master: PF detalha suposta estrutura criminosa digital e física ligada a Vorcaro
Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master - Foto: Divulgação

Uma investigação da Polícia Federal revelou a existência de uma organização criminosa estruturada que, segundo os investigadores, era utilizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para monitorar e intimidar adversários. O grupo atuava de forma dividida entre um núcleo digital, formado por hackers, e outro físico, composto por capangas e executores de ações de intimidação.

De acordo com os relatórios da PF, essas duas frentes eram conhecidas internamente como “Os Meninos” e “A Turma”. O esquema envolvia ataques cibernéticos, vigilância ilegal, uso de inteligência artificial, falsificação de documentos públicos e participação de policiais e outros intermediários, com ordens centralizadas dentro da estrutura investigada.

No núcleo digital, um dos nomes citados é o do hacker Victor Lima Sedlmaier, preso em uma operação internacional após passar por Dubai. Em depoimento, ele afirmou prestar serviços tecnológicos ao grupo desde 2024, recebendo remuneração mensal e bônus. As investigações também apontam que a coordenação desse setor era feita por David Henrique Alves, apontado como responsável por repassar ordens aos integrantes.

A PF também identificou a falsificação de um documento atribuído ao Ministério Público do Ceará, usado para solicitar a remoção de um perfil em rede social. Segundo os investigadores, o material continha assinatura indevida e foi aceito pela plataforma, o que levou à exclusão do conteúdo antes da detecção da fraude.

Já o braço físico da organização, segundo a investigação, seria composto por bicheiros, milicianos e agentes de segurança, responsáveis por ameaças e coações presenciais. Entre os casos citados está a suposta perseguição ao jornalista Lauro Jardim, além de relatos de intimidação a ex-funcionários e pessoas próximas ao banqueiro. As defesas dos citados negam irregularidades ou afirmam não ter acesso integral às acusações, enquanto o caso segue sob investigação da Polícia Federal.

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