Até então, a definição incluía apenas os casos de pacientes que apresentavam febre e outros sintomas respiratórios, além de histórico de viagens à China 14 dias antes do início dos sintomas.
A partir desta sexta (21), o ministério passará a enquadrar também nessa definição casos de pessoas com histórico de viagens a outros sete países: Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Singapura, Vietnã, Tailândia e Camboja.
A mudança ocorre devido ao aumento de 14% no número de novos casos fora da China em apenas um dia e à chegada do Carnaval, quando há maior vinda de turistas ao país.
"Esses países têm dados que nos preocupam. A partir de agora, as pessoas que apresentarem sintomas e vierem desses países [em até 14 dias antes] também devem ser consideradas como casos suspeitos", afirma o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis.
Até o momento, o Brasil não tem casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus.
Balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta aponta apenas um caso de suspeita de covid-19 em investigação. Outros 51 já foram descartados após exames.
Com a mudança na definição, a previsão é que também aumente o número de casos de suspeitos notificados pela rede de saúde. Segundo Gabbardo, o país tem exames suficientes para as análises.
A medida não altera as recomendações anteriores da pasta sobre viagens.
Até o momento, há orientação apenas de evitar viagens a China. Não há orientação de evitar viagens a outros locais, nem restrições para entrada e saída.
Ainda segundo o ministério, brasileiros que vieram de Wuhan, na China, completam nesta sexta 14 dias de quarentena na base aérea de Anápolis.
A previsão é que eles passem por uma terceira rodada de exames a partir deste sábado. Caso os resultados sejam negativos, o grupo poderá ser liberado ainda antes de completar os 18 dias inicialmente previstos.
A medida ocorre por já ter passado o período máximo avaliado para que houvesse o desenvolvimento dos sintomas.
