O Itaú Cultural anunciou na manhã desta segunda-feira, 8, os detalhes de sua nova sede na Avenida Paulista. O prédio, de 19 andares - 11 acima do solo e seis no subsolo - será construído ao lado da Fiesp, no número 1.267, em um terreno de 1.300 metros quadrados. A inauguração está prevista para 2031.
A nova sede vai abrigar as atividades culturais que atualmente ocorrem no prédio localizado no número 149 da Avenida Paulista - o local, inaugurado há quase 30 anos, foi inicialmente concebido para ser um centro de pesquisa e, ao longo dos anos, foi adaptado para receber outras atividades, como exposições.
O escritório escolhido para o projeto foi o Estúdio Módulo, que, no Rio de Janeiro, assina o Centro Cultural Rio-África, na região do Porto Maravilha. O representante do Módulo, Marcos Vinicius Damon, explicou como concebeu a nova sede - o desenho mostra uma entrada sem portão, catracas ou vidros, como uma extensão da avenida.
"O térreo será aberto, como uma praça de acolhimento ao público. Queremos que as pessoas fiquem confortáveis, sejam acolhidas por espaços que podem ou não ser preenchidos pela curadoria". O terraço no primeiro andar terá vista para Paulista.
O pavimento do térreo será de pedra portuguesa, em referência ao antigo piso da avenida - e também a uma praça.
A fachada também terá uma parte envidraçada, virada para a Paulista. Na lateral, brises (ou quebra-sóis), metálicos ou cerâmicos, a ser definido, pintados de branco, que darão, de acordo com Damon, um movimento cinético para quem olhar o prédio pelo lado de fora.
Os subsolos abrigarão, entre outros espaços, um grande foyer, um teatro com mais de 400 lugares e um auditório com 104 lugares. No primeiro subsolo, será instalado um café-restaurante, além de uma loja de produtos culturais.
"Tentamos criar uma relação para que a pessoa não se sentisse em um subsolo, com foyer, passarelas e jardins. O prédio busca ser funcional, mas também agradável em qualquer lugar", explica o arquiteto.
'A demanda por arte não para de crescer', diz Alfredo Setubal
Alfredo Setubal, presidente do Conselho Curador da Fundação Itaú, diz que anúncio do novo prédio é o início das comemorações dos 40 anos do Itaú, a serem completados em 2027.
"Queremos uma nova sede funcional, bonita arquitetonicamente. A demanda por arte não para de crescer. No ano passado, recebemos quase 500 mil visitantes. Nosso prédio atual não comporta. Atende, mas não atende bem", diz, sem revelar o orçamento para o novo projeto. Segundo ele, os valores serão definidos em uma próxima fase, quando as obras se iniciarem.
De acordo com Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú, foram seis meses de trabalho intenso para a escolha do projeto que contou com seis escritórios convidados, todos brasileiros. A ideia sempre foi permanecer na Paulista. "A Avenida é um corredor cultural. Foi difícil comprar o terreno. Só havia dois livres. Lutamos por algum tempo e conseguimos", revela.
O terreno, adquirido em 2025, custou R$ 49 milhões. Segundo Saron, os recursos destinados à construção do edifício serão da Fundação Itaú, ou seja, sem utilizar leis de incentivo fiscais.




Aviso