SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ed Miliband, secretário de Segurança Energética e Emissões Zero do Reino Unido, discursou na plenária da COP30 e defendeu o mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis, uma proposta do Brasil e do presidente do Lula (PT).
"Não existe resposta à crise climática sem ação nesse assunto. E por isso esse trabalho é crítico para a transição justa e ordenada de que precisamos", afirmou. Miliband também disse que as forças negacionistas e que atrasam o combate às mudanças climáticas não irão vencer.
MINISTRO DA ITÁLIA ELOGIA HOSPITALIDADE DE BELÉM
Gilberto Fratin, ministro de Meio Ambiente e Segurança Energética da Itália, abriu seu discurso na plénaria da COP30 com elogios à hospitalidade de Belém.
"Quero começar agradecendo a presidência brasileira e a comunidade de Belém pela extraordinária acolhida e hospitalidade", disse. A fala acontece um dia depois de virem à tona declarações do premiê da Alemanha, Friedrich Merz, com críticas à estadia no Brasil para o evento.
TURQUIA QUER SEDIAR COP31 SEM FOCAR EM UMA REGIÃO, DIZ MINISTRO
O ministro de Meio Ambiente e Planejamento Urbano da Turquia, Murat Kurum, afirmou que seu país tem a intenção de sediar a COP31, em 2026, sem focar em uma só região.
"Queremos sediar uma conferencia das partes que seja justa, equitativa, sem deixar ninguém para trás, focando não em uma única região, mas nas necessidades de todas as regiões, particularmente a África e o Pacífico", disse nesta terça-feira (18).
A Turquia trava um embate com a Austrália pela sede da próxima conferência. O país da Oceania quer destacar o papel das nações insulares da região, que podem desaparecer com o aumento do nível do mar.
META DE 1,5°C É TÁBUA DE SALVAÇÃO PARA PAÍSES INSULARES, DIZ MINISTRO DE FIJI
O ministro de Meio Ambiente e Mudança Climática de Fiji, Mosese Bulitavu, discursou na plenária da COP30 e afirmou que a meta de 1,5°C de aquecimento global é uma "tábua de salvação" para os países insulares.
"Em todo o Pacífico, 1,5°C não é uma meta política, é uma tábua de salvação", declarou. A ultrapassagem desse limite pode levar ao desaparecimento dessas nações, devido ao aumento do nível do mar.
Ralph Regenvanu, ministro de Mudança Climática de Vanuatu, reforçou que a meta de 1,5°C é uma questão de sobrevivência para os países insulares. Ele discursou na plenária com um broche em seu terno com a inscrição "1,5°C". Regenvanu apoiou a proposta de um mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis.

