SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta segunda-feira (21) um policial militar suspeito de participar do atentado contra Vinicius Drumond, apontado como contraventor do jogo do bicho, no dia 11, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.
Ele é filho de Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho Drumond, contraventor morto em 2020. Luizinho foi presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) e patrono da Imperatriz Leopoldinense, escola de samba a qual a família ainda é vinculada.
A prisão foi realizada pela Delegacia de Homicídios da Capital. Segundo a polícia, o PM se entregou após "o cerco se fechar".
No sábado (19), policiais civis realizaram uma operação contra os envolvidos no crime e um ex-policial militar foi preso em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O homem também foi autuado em flagrante por porte de arma de uso restrito.
O ex-policial foi expulso da corporação após ser acusado de receptação de veículo roubado e tráfico de drogas. Outros dois homens são procurados pela polícia.
Segundo a investigação, dois carros seguiram o veículo de Drumond após ele deixar um shopping na Barra da Tijuca. No momento em que a vítima estava na avenida das Américas, o veículo foi alvejado por ao menos 30 disparos de fuzil.
Os tiros, segundo a polícia, partiram de dentro de um carro blindado, com estrutura preparada para a ação, incluindo "seteiras" nos vidros das quatro portas. Drumond sofreu apenas escoriações.
Os carros envolvidos na ação criminosa acessaram a avenida Lúcio Costa e, depois disso, seguiram caminhos diferentes. O veículo de onde partiram os tiros foi encontrado em Guaratiba, na zona oeste. Estava abandonado e com um dos pneus estourado.
Os ocupantes do carro, armados, abordaram uma motorista e obrigaram a mulher a levá-los até Nova Iguaçu, às margens da rodovia Dutra.
Imagens de câmeras de segurança mostram que o alvo do atentado teve a rotina monitorada durante vários dias.
Dois dos envolvidos no atentado fariam parte de uma organização criminosa que atua em Caxias e são investigados por participação no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em fevereiro do ano passado, no Centro do Rio.



