Moradores da zona sul de SP protestam contra fechamento de pronto-socorro

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

17/06/2021 22h05 — em Variedades

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de moradores do entorno da avenida Dona Belmira Marin, no Grajaú (extremo da zona sul de SP), realizou um protesto nesta quinta-feira (17) contra o fechamento de um pronto-socorro municipal para obras de melhoria.

Segundo eles, o PS Dona Maria Antonieta Ferreira de Barros fechou as portas na quarta-feira (16) para obras de melhoria e ampliação e agora os moradores foram orientados pela Prefeitura de São Paulo a procurarem duas AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) --Jardim Icaraí e Castro Alves-- para atendimento de emergência.

Os moradores reclamam que querem ser atendidos no pronto-socorro do Hospital do Grajaú, do estado, mais próximo da região. Porém, desde o dia 1º de fevereiro, a unidade só recebe casos graves e urgentes referenciados, ou seja, enviados por outras unidades de saúde.

"É muito fora de mão. A gente vai ter que pegar um ônibus até o terminal Grajaú, de lá, outro até chegar nas AMAs e depois fazer todo esse caminho de volta para ser atendido aqui perto", afirma Humberto Oliveira dos Santos, coordenador do Movimento Popular de Saúde de Capela do Socorro.

A Prefeitura de São Paulo, gestão Ricardo Nunes (MDB), diz, em nota, que as obras de ampliação do PS Dona Maria Antonieta Ferreira de Barros devem demorar cem dias.

Segundo a secretaria da Saúde, as UBSs Jardim Icaraí Quintana Jardim Castro Alves são as indicadas para atendimento dos moradores e funcionam 24 horas.

"A pasta está empenhada em adequar as regiões para que as demandas de urgência e emergência dos territórios sejam absorvidas pelo próprio município", diz a nota.

Já a Secretaria Estadual da Saúde, gestão João Doria (PSDB), diz que o Hospital Geral do Grajaú registrou aumento de 42% na quantidade de casos de emergência e encaminhados pelo Resgate e pelo Samu após a medida de só receber casos após referenciamento.

Segundo a pasta, a decisão foi fruto de um acordo entre as secretarias estadual e municipal de Saúde, que definiu a priorização de casos graves e urgentes em determinados PS estaduais, como o Grajaú, e o direcionamento da demanda de quadros leves aos serviços da rede de saúde municipal.


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