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Chefe da Corregedoria da Polícia Civil pede afastamento por parentesco com investigado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A chefe da Corregedoria da Polícia Civil pediu afastamento do cargo após divulgação de parentesco com investigador acusado pelo Ministério Público de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Rosemeire Monteiro de Francisco Ibañez é tia do investigador Eduardo Monteiro, um dos alvos de operação que prendeu policiais acusados de extorsão pelo empresário e delator Antônio Vinícius Gritzbach, 38, na última terça-feira (17).

O empresário ficou conhecido como delator do PCC e foi morto a tiros no desembarque do aeroporto de Guarulhos em novembro deste ano.

Monteiro integrou a equipe do delegado Fábio Baena no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa), também preso na operação. Ele é acusado por Gritzbach de irregularidades durante as investigações sobre a morte de dois homens ligados ao crime organizado. Sua defesa disse que a prisão é arbitrária.

O delegado Baena é acusado pelo delator de extorsão e roubo durante o inquérito sobre o homicídio de Anselmo Becheli Santa, o Cara Preta, e de seu motorista, Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, ligados ao crime organizado na zona leste de São Paulo. Já Gritzbach foi acusado de ser mandante das mortes e chegou a ser preso preventivamente.

Segundo ele, durante as investigações, o delegado Baena e o investigador Monteiro, além de outros dois investigadores do DHPP, se apropriaram de um sítio no interior de São Paulo que Gritzbach tinha comprado mas não havia transferido a posse.

De acordo com as investigações, Monteiro usava seu parentesco com a chefe da Corregedoria como trunfo contra as acusações.

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