- O azeite de oliva extra-virgem é produzido através da primeira e segunda prensa do fruto da oliveira pelo método de prensamento a frio e é composto por uma fração de glicerol e uma outra de não-glicerol a qual contém os compostos fenólicos (antioxidantes e antiinflamatórios). Vários estudos demonstraram que os compostos fenólicos presentes no azeite exercem efeitos positivos em diversos biomarcadores. A dieta Mediterrânea utiliza o azeite como fonte de gordura primária e outras pesquisas já demonstraram os seus benefícios na prevenção e tratamento de doenças crônicas. Os benefícios antiiflamatórios atribuídos à ele por meio da modulação de citocinas inflamatórias só são possíveis após um consumo diário e a longo prazo. Por exemplo, o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico e carne vermelha são relacionados com um aumento dessas citocinas pró inflamatórias. Pesquisadores afirmam que os compostos fenólicos do azeite extra-virgem inibem a expressão das COX-2, TNFs e NFK beta diminuindo a resposta inflamatória. Além disso eles também têm demonstrado efeito positivo nas lipoproteínas, função celular, atividade antimicrobiana e dano oxidativo. Alguns estudos sugerem que os compostos fenólicos inibem o crescimento e induzem a morte de células carcinogênicas da leucemia, modulam estágios essenciais na patogênese do câncer de colon e inibem o ínicio e a metástase do câncer coloretal. Também foi demonstrado suas propriedades na proteção contra doenças cardiovasculares, como a aterosclerose, através da sua função antioxidante e antiinflamatória. Referência: CICERALE, S.; LUCAS, L.; KEAST, R. Biological activities of phenolic compounds present in virgin olive oil. International Jounral of Molecular Sciences, v.11, 2010. LUCAS, L.; RUSSEL, A.; KEAST, R. Moleculars mechanisms of inflammation. Anti-inflamatory benefits of virgin olive oil and the phenolic compound oleocanthal. Current Pharmaceutical Design, v.17, p.754-768, 2011. Por Joyce Rouvier
