- A anemia megaloblástica é uma carência nutricional a longo prazo de vitamina B12, sendo sua forma mais estável a cianocobalamina. Ela é sintetizada exclusivamente por microrganismos sendo encontrada em praticamente todos os animais e estocada primeiramente no fígado. Na dieta ela pode ser encontrada em alimentos de origem animal como leites, carnes e ovos. Sua absorção envolve inúmeros processos bioquímicos e acredita-se que a sua biodisponibilidade seja dependente do sistema de absorção gastrointestinal, tendo apenas 50% de sua absorção concluída. Sua principal função é agir como co-fatora enzimática em diferentes processos metabólicos. Ela atua na replicação do DNA e é um fator de crescimento em todas as células do corpo. Sua deficiência manifesta-se primeiramente como anemia e mudanças neurológicas. Além disso, afeta a reparação e crescimento celular e provoca sintomas como irregularidades na língua e na boca, depressão, confusão e perda de memória, dermatite, perda de apetite, fácil aparecimento de hematomas, náuseas e vômitos. O primeiro estágio da anemia megaloblástica é a anemia perniciosa onde ocorre uma baixa produção de eritrócitos e em seguida ela evolui para a megaloblástica provocando um aumento no tamanho das células. Os idosos, por terem menor produção de ácido gástrico necessário para a absorção da B12, são mais suscetíveis à sua deficiência. Vegetarianos restritos também podem desenvolvê-la. Em muitos casos há a necessidade de uma suplementação dessa vitamina, além de uma dieta rica na mesma. Referência: PASCHOAL, V. et al. Suplementação funcional magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos, VP Editora, São Paulo, 2008. Por Joyce Rouvier