- Tanto o ferro como o manganês participam ativamente da química do oxigênio e servem de co-fatores para enzimas na remoção de bioprodutos prejudiciais resultantes do metabolismo do oxigênio como o superóxido e o peróxido de hidrogênio. O ferro em situação de estresse pode reagir com o peróxido gerando um radical livre hidroxil altamente reativo através da reação de Fenton. Sob condições de uma produção oxidante constante, como durante a cadeia transportadora de elétrons na mitocôndria, as enzimas antioxidantes que removeriam os radicais livres estão sobrecarregadas podendo gerar um estresse oxidativo. Esse estresse pode aumentar a chance de desenvolvimento de doenças degenerativas como o câncer, a doença de Parkinson, Alzheimer, entre outras, através de uma disfunção mitocondrial. Essa disfunção aumenta os níveis do radical livre hidroxila pela inibição química do transporte de elétrons ou por um mau funcionamento dessa cadeia de produção de energia. Pesquisadores estudam uma forma de impedir a formação desse radical. Existem dois tipos de ferro, o heme e o não heme. O heme é aquele presente nos alimentos de origem animal como as carnes já o não heme é aquele presente nos vegetais como feijões e vegetais verdes escuros. O potencial oxidativo é relacionado com o ferro heme, ao contrário do ferro não heme que tem relação negativa com a peroxidação. Referência: ROMEU, M. et al. Diet, iron biomarkers and oxidative stress in a representative sample of the Mediterranean population. Nutrition Journal, v.12, n.102, 2013. THOMAS, C. et al. Hydroxyl radical is produced via the Fenton reaction in submitochondrial particles under oxidative stress: implications for diseases associated with iron accumulation. Redox Report, v.14, n.3, 2009. Por Joyce Rouvier