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Bar fechado em SP após caso de metanol reabre sem poder vender destilados

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O bar Ministrão, onde uma mulher diz ter consumido três caipirinhas e perdido a visão, foi reaberto nesta sexta-feira (17), mais de duas semanas após ser interditado por suspeita de comercialização de bebida com metanol.

Reabertura do bar no Jardim Paulista foi confirmada pela própria administração do estabelecimento. A autorização para reabertura parcial foi emitida pela Vigilância Sanitária da cidade de São Paulo na quarta-feira, mas a reabertura aconteceu nesta sexta-feira, após a limpeza do local, explicou o advogado Júlio Ribeiro ao UOL.

Venda de destilados segue proibida no bar. Somente cerveja e vinho estão entre as bebidas alcoólicas com comercialização autorizada no local. Além disso, o Ministrão pode vender alimentos e bebidas não alcoólicas.

Reabertura foi feita após "decisão administrativa", diz delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo. Ao divulgar balanço sobre operação contra quadrilha suspeita de falsificação de bebidas com metanol, Artur Dian afirmou que "não nos compete analisar" a reabertura.

Registro estadual de funcionamento do bar segue suspenso. A suspensão foi feita de forma temporária pelo governo do estado no dia 6 de outubro e o advogado afirmou ao UOL que segue tomando as medidas administrativas para tentar reativar a inscrição o mais rápido possível.

Na época da interdição, defesa do bar alegou que não há casos de outros consumidores do bar que tenham sido intoxicados. "Naquele dia o estabelecimento preparou sete caipirinhas com a mesma bebida. A garrafa de vodka estava aberta e não foi finalizada no dia 19, continuou a ser utilizada pelo estabelecimento.", afirmou o advogado.

Operação apreendeu garrafas no estabelecimento, mas o resultado do laudo não foi divulgado pelas autoridades. O advogado argumentou ao UOL que faltam provas para a interdição. "Uma única pessoa, uma única frágil prova e temos um estabelecimento interditado", disse.

CASOS CONFIRMADOS EM SÃO PAULO

Seis mortes e 33 casos de contaminação por metanol foram confirmados no estado. Outros 57 casos ainda estão sob investigação. Desde o início do surto, 339 suspeitas já foram descartadas após análises clínicas e epidemiológicas.

A morte mais recente foi a de um morador de Jundiaí, de 37 anos. As outras vítimas confirmadas são três homens de 54, 46 e 45 anos, moradores da capital, uma mulher de 30 anos de São Bernardo do Campo e um homem de 23 anos de Osasco.

Operações prenderam 57 pessoas e interditaram 15 estabelecimentos por suspeita de venda irregular de bebidas desde o início do estudo. A Polícia Civil realizou na quarta-feira a destruição de mais de 100 mil garrafas apreendidas em um galpão clandestino na zona leste da capital. O material, equivalente a sete toneladas de vidro, foi encaminhado para reciclagem após autorização judicial.

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