- O sedentarismo é um fator de risco para inúmeras doenças, inclusive as doenças neurodegenerativas. Evidências clínicas tem demonstrado que a prática de atividades físicas apresentam uma relação positiva para doenças como a depressão, o Alzheimer, Parkinson, entre outras, promovendo uma melhor qualidade de vida para essas pessoas. O exercício está diretamente relacionado a melhora da função cognitiva e da plasticidade neuronal. Seus benefícios incluem aumento dos níveis de neurotransmissores, mudanças em estruturas cerebrais e melhora cognitiva. Outras ações indiretas na melhora da saúde mental com o exercício físico incluem a queda na pressão arterial, dos níveis de triglicérides e inibição da agregação plaquetária. Acredita-se que a atividade física poderia aumentar o fluxo sanguíneo cerebral promovendo um maior aporte de oxigênio e nutrientes. Além disso, também relatam a hipótese dele aumentar a atividade das enzimas antioxidantes do nosso organismo diminuindo assim o estresse oxidativo e os processos inflamatórios. Fatores neurotróficos como BDNF e o IGF-1 são aumentados com a prática regular de exercícios, que agem como neuroprotetores e aumentam a angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos). Além disso aumentam os neurotransmissores, como a serotonina, a dopamina, a acetilcolina e a norepinefrina, essenciais para o bem-estar, aprendizado e memória. Referência: DESLANDES, A. et al. Exercise and mental health: many reasons to move. Neuropsychociology, v.59, p.191-8, 2009. OLIVEIRA, W.N. et al. Benefícios da atividade física para a saúde mental, Saúde Coletiva, v.50, n.8, p.126-130, 2011. Por Joyce Rouvier