O longa retrata a luta pela terra e as diversas formas de resistência implementadas pela comunidade da aldeia Pedra Branca, do povo Krahô. Sonia Guajajara, hoje ministra dos Povos Indígenas, é uma das lideranças retratadas em cena.
A produção opera no limiar entre ficção e realidade ao registrar a tensão entre os povos da floresta e os "cupe", os não indígenas, que com frequência invadem suas terras para desmatar e alimentar o tráfico de animais silvestres.
O troféu principal ficou com How to Have Sex, de Molly Manning Walker. Augure levou o prêmio nova voz; Goodbye Julia, o liberdade; The Mother of All Lies, o de direção, e Hounds, o do júri.
O ator americano John C. Reilly foi o presidente do júri este ano, que teve como membros a diretora francesa Alice Winocour, a atriz alemã Paula Beer, a diretora francesa-cambojana Davy Chou e a atriz belga Émilie Dequenne.
Na premiação principal do Festival de Cannes, que inclui a entrega da Palma de Ouro neste sábado, dois brasileiros estão na disputa: Karim Aïnouz, que dirige o longa britânico Firebrand; e Carol Duarte, protagonista do italiano La Chimera. Karim é o único brasileiro que já venceu o prêmio principal da mostra Um Certo Olhar. A vitória aconteceu com A Vida Invisível, em 2019.
Considerada a segunda principal seção do evento francês, a mostra premia cineastas que estão em começo de carreira.

