A valorização e formalização profissional estão entre as principais formas de impulsionar um setor e os guias de turismo precisam ser reconhecidos e remunerados de acordo com o trabalho exercido. Mas, atualmente, esses profissionais têm enfrentado uma série de problemas, devido à concorrência desleal com os “guias” não regulamentados.
Hoje, o Amazonas conta com, aproximadamente, 900 guias de turismo com cadastro no CADASTUR, ou seja, legalizados. A remuneração desses profissionais está fixada entre R$ 150 e R$ 250 (diária) e R$ 350 (diária com pernoite). Porém, temos conhecimento de que os guias não regulamentados cobram diárias bem abaixo do preço estabelecido por entidades ligadas à categoria — R$ 40 e R$ 80, a diária.
Além de comprometer o trabalho dos guias de turismo, essa disparidade afeta, e muito, o setor local. Isso porque muitos não têm a capacitação necessária para atender o turista durante as visitas, muitas vezes desconhecem as especificações de cada localidade percorrida, não têm domínio de outros idiomas e, infelizmente, o exercício da profissão fica a desejar.
Não somos contra quem quer trabalhar e que isso fique bem claro. O segmento turístico oferece oportunidade a todos, porém é fundamental a valorização dos profissionais legalizados, assim como é essencial a capacitação dos guias não regulamentados para que eles também atuem dentro da “legalidade”. A formalização, mais cursos e inserção de todos os trabalhadores no CADASTUR fortalecem a classe e o setor e, para isso, o Poder Público precisa agir.
Pela valorização e formalização de todos os guias de turismo, Turismo eu Acredito!



