
©afp.com / Emmanuel Dunand - (Arquivo) Bas Lansdorp, em entrevista coletiva
Jidá (Arábia Saudita) (AFP) - Um saudita de 37 anos, ex-piloto militar, manifestou nesta sexta-feira esperança de que sua candidatura seja aceita para uma viagem de ida a Marte, no âmbito de um projeto de criação de uma colônia humana no Planeta Vermelho.
"Sonho em ser o primeiro piloto muçulmano a participar da missão" de Marte One, a empresa holandesa sem fins lucrativos que lançou em abril um chamado a candidaturas para uma ida sem volta a Marte em 2022, declarou à AFP Abdullah al-Zahrani.
Explicou sua candidatura por sua "paixão pelas inovações na história da aviação" e acrescentou que sua família "se opõe a esta iniciativa", que, segundo ele, "segue em seu início".
"Podem me aceitar como podem não fazê-lo por motivos próprios à missão ou à escolha de candidatos", acrescentou o saudita, cuja iniciativa foi apoiada por muitos internautas no reino.
Dezenas de milhares de pessoas já se inscreveram na missão, cujo custo - consideravelmente reduzido pela ausência de retorno - está estimado em 6 bilhões de dólares.
"Estabelecer uma colônia permanente em Marte significa que não haverá um retorno", havia explicado Bas Lansdorp, co-fundador e presidente executivo do Mars-One, durante um encontro no início de agosto em Washington com um grupo de voluntários dispostos a se alistar para uma viagem de ida sem volta ao planeta vermelho.
No total, a Marte One busca 24 voluntários ou seis grupos de quatro que realizarão o trajeto de ida sem volta com dois anos de intervalo, o primeiro dos quais partirá em 2022 e pousará em Marte em 2013 após uma viagem de sete meses.

