O Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, confirmou a presença do verme causador da meningite eosinofílica em um caramujo coletado no bairro Ipiranga, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A descoberta ocorreu após uma morte pela doença no município.
A Secretaria de Saúde da cidade solicitou a investigação em abril deste ano. O verme foi encontrado em uma espécie de caramujo conhecida como Lolô ou Aruá.
A infecção humana ocorre quando as pessoas ingerem o muco liberado pelo caramujo, que pode estar presente em vegetais mal lavados. O principal sintoma é dor de cabeça, e em alguns casos, distúrbios visuais, enjoo, vômito, dormência e formigamento.
De acordo com a bióloga da UERJ, Sônia Barbosa, para evitar a contaminação é necessária a lavagem adequada dos alimentos. "Uma das formas de contaminação é a ingestão das larvas que podem estar presentes no muco que esse animal produz. Outra forma muito importante é evitar o acúmulo de entulhos, sujeiras e jogar lixo orgânico em terrenos baldios”, explica ela.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que não foi notificada sobre este caso, mas vai mobilizar uma equipe técnica para apurar a situação junto à vigilância epidemiológica do município.


