Mitos e verdades sobre o uso da pílula do dia seguinte; saiba mais

Por Portal do Holanda

08/09/2020 4h51 — em Saúde e Bem-estar

Pílula anticoncepcional é mais conhecida e de fácil acesso (Foto: Pixabay)

Muitas há dúvidas em torno dos métodos contraceptivos entre boa parte da população brasileira. Um dos métodos mais conhecidos, além do preservativo, é a pílula do dia seguinte, embora exista diversos mitos sobre o uso após a relação sexual sem proteção, para inibir a ovulação e impedir a gravidez.

O uso da pílula inclui alguns riscos e contraindicações. O site UOL conversou com especialistas para entender sobre os mitos e as verdades e a forma mais segura de utilizá-la. Confira;

1. Antibióticos cortam o efeito da pílula?

Nem todos, mas alguns tipos podem interferir na eficácia, como os medicamentos anticonvulsionantes e antiretrovirais. “Algumas medicações acabam interferindo na eficácia da pílula do dia seguinte, pois diminuem a concentração hormonal na corrente sanguínea da mulher, aumentando o risco da gravidez indesejada”, diz o ginecologista Ricardo Modinez.

2. A pílula desregula o ciclo menstrual?

Sim. Devido a alta de concentração de hormônios no medicamento, os ciclos menstruais seguintes ao uso costumam ser desregulados. “Mas caso o atraso ultrapasse 15 dias, deve-se fazer o teste de gravidez”, afirma o ginecologista Domingos Mantelli.

3. Tomar pílula do dia seguinte pode causar acne?

Verdade. A alta dose hormonal pode causar piora no quadro de acne, especialmente em adolescentes e mulheres que sofrem de acne hormonal. Para amenizar a situação é necessário a análise de cada caso. “O tratamento pode ser tópico ou sistêmico (uso de medicamentos), dependendo da avaliação médica. Alguns produtos dermatológicos como sabonetes, gel, esfoliantes são úteis para pele oleosa. Cabe avaliação personalizada para uma prescrição precisa a cada paciente”, relata a dermatologista Mariana Corrêa.

4. O uso da pílula pode causar aborto?

Não. A pílula é usada para prevenir a gestação, portanto não tem propriedades abortivas. “Dependendo do período fértil em que é tomada, o medicamento pode agir de três maneiras distintas: inibir a ovulação, dificultar o encontro do espermatozóide com o óvulo ou impedir que o gameta fecundado se fixe no endométrio, a parede do útero, para que a gravidez seja então confirmada”, explica Domingos.

5. A pílula só faz efeito até 24h depois da relação sexual

Mito. A pílula pode ser tomada em até 72h após a relação. No caso da medicação com acetato de ulipristal, podem ser usadas em até cinco dias depois. “No entanto, a sua eficácia diminui à medida que os dias passam e por isso devem ser tomadas com a maior brevidade possível”, conta Ricardo.