Nesta terça-feira (29) a revista científica New England Journal of Medicine anunciou um medicamento experimental que desacelerou a destruição do cérebro pela doença de Alzheimer. O lecanemab age mandando o sistema imunológico limpar do cérebro a amilóide, uma proteína que se aglomera nos espaços entre os neurônios no cérebro e forma placas características da doença.
Em setembro, um estudo já havia anunciado resultados positivos com a diminuição cerca de 27% a taxa de declínio cognitivo em uma escala de demência clínica dentro do período de 1 ano e meio de tratamento, em comparação aos resultados de pacientes que receberam medicamento placebo.
O pesquisador John Hardy avaliou que o experimento "é o início de tratamentos contra o Alzheimer". Hoje pacientes com Alzheimer recebem medicamentos para conter os sintomas, mas nenhum impede o avanço da doença. Os desenvolvedores do medicamento planejam solicitar permissão de uso em outros países no próximo ano.


