Idosos cada vez mais ocupam espaço nas academias e até em provas de resistência, como maratonas, mostrando que envelhecer não significa abrir mão da atividade física. Segundo o IBGE, em 45 anos esse grupo representará 37,8% da população brasileira, o que reforça a importância de hábitos saudáveis para garantir qualidade de vida.
O aposentado Cláudio Lopes, de 69 anos, é exemplo desse movimento. Ele já participou de cinco maratonas, incluindo a São Silvestre, e mantém uma rotina intensa de treinos de musculação e corrida. “O exercício me dá satisfação e alegria, principalmente após cada conclusão de maratonas e corridas”, afirma. Lopes destaca ainda a necessidade de acompanhamento médico e exames regulares para manter o desempenho com segurança.
Para o personal trainer Luan Andrade, que atende alunos na chamada Melhor Idade, casos como o de Cláudio mostram que envelhecer não significa perder autonomia. Ele explica que treinos individualizados, com avaliação prévia da saúde do aluno, reduzem riscos e permitem evolução contínua. A musculação, segundo o profissional, é fundamental para preservar força, equilíbrio e independência.
A médica geriatra Marcela Orsini, reforça que o envelhecimento ativo já é realidade. Idosos fisicamente ativos têm menor risco de doenças como hipertensão e diabetes, além de maior independência funcional. Ela lembra que os benefícios vão além do corpo: a prática esportiva também reduz ansiedade e depressão, estimula a cognição e favorece a socialização.
O recado dos especialistas é claro: nunca é tarde para começar. Com orientação médica e treino adequado, a atividade física pode transformar a experiência da terceira idade em uma fase de vitalidade e bem-estar.

