Conheça os benefícios do autocuidado e seu impacto na economia

Por Portal do Holanda

20/07/2021 9h00 — em Saúde e Bem-estar

Foto: Pixabay

Com o intuito de conscientizar a população sobre a necessidade de se manter atento à saúde constantemente, em 2011 a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 24 de julho como sendo o Dia Internacional do Autocuidado. O termo, que abrange muitas esferas, envolve uma série de atitudes e hábitos saudáveis que contribuem não apenas com o corpo e a mente, mas também com a sustentabilidade do sistema de saúde como um todo, garantindo, inclusive, que não haja sobrecarga tanto no serviço público como no privado.

A OMS aponta que o autocuidado está baseado em atitudes que buscam estabelecer ou manter a saúde, além de prevenir e lidar com doenças, o que inclui medidas de higiene, nutrição, estilo de vida em geral (como a prática de esportes, atividades de lazer, etc.), boas condições ambientais (moradia, hábitos sociais), socioeconômicas, culturais, e por último, mas não menos importante, o uso racional de medicamentos, como os MIPs.

"A discussão sobre o autocuidado é de extrema importância, já que pode não só ajudar as pessoas a entenderem como praticá-lo, mas também sobre o seu potencial na otimização de recursos e serviços nos sistemas de saúde, empoderando o indivíduo para que ele cuide de si próprio e de sua família, e como consequência, da sociedade e do ambiente em que vive", explica Sydney Rebello, Presidente da divisão de Consumer Health da Bayer no Brasil.

O discurso do executivo está alinhado aos resultados de um estudo¹ conduzido pela Associação Latino-americana de Autocuidado Responsável (ILAR), que buscou entender os benefícios do uso responsável de medicamentos isentos de prescrição nos sistemas nacionais de saúde em cinco países - Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e México. O estudo revelou que as despesas gastas nos sistemas nacionais de saúde pública com quatro doenças comuns não graves (lombalgia, candidíase vaginal, resfriado, diarreia e lombalgia) chegam a US$ 2.7 bilhões (o equivalente a R$ 13.3 bilhões). Só no Brasil, são gastos cerca de US$ 1.2 bilhão (equivalente a R$ 5.9 bilhões) anualmente no atendimento destas condições no sistema público, atingindo a marca de 59 milhões de casos.

Um dos pilares do autocuidado, o uso consciente de produtos para a saúde, que inclui os medicamentos isentos de prescrição (MIPs), pode trazer alívio e cura para muitas condições médicas como essas, que geralmente são de curta duração e não necessitam de um medicamento de prescrição ou atendimento médico em hospital, por exemplo. E dados do estudo¹ do ILAR comprovam isso: se 50% desses casos fossem solucionados pelo autocuidado, por meio do uso de medicamentos isentos de prescrição, poderia ser alcançada uma economia substancial de US$ 1.3 bilhão (equivalente a R$ 6.4 bilhões) aos sistemas nacionais de saúde pública.

Vale a pena lembrar que o autocuidado estimula o uso racional e responsável de medicamentos de venda livre, mas o oposto disso pode significar o abuso de medicamentos - o que pode ser também considerado como auto prescrição. É importante sabermos diferenciar as duas práticas. Enquanto a automedicação é o ato de usar medicamentos isentos de prescrição para tratar condições simples e não graves, a auto prescrição é a prática (incorreta) de comprar e utilizar, por exemplo, medicamentos que só podem ser receitados por médicos.

Por isso, o acesso à informação e, se necessário, ao profissional de saúde, é fundamental para a orientação da prática do autocuidado.


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