RIO - Enquanto segue a dança das cadeiras nas escolas de samba, nesta sexta-feira a São Clemente anunciou, de uma só vez, o primeiro enredo de 2018, seu novo carnavalesco e, de quebra, confirmou uma tendência que vem oxigenando os desfiles: no ano em que celebrará na Sapucaí os dois séculos da Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ, a preto e amarelo terá um ex-aluno da instituição federal, Jorge Silveira, de 36 anos, à frente da criação de suas alegorias. Ele se juntará a outros jovens talentos da EBA, que já estão no Grupo Especial: Leandro Vieira, da Mangueira, e Jack Vasconcelos, da Tuiuti.
Na agremiação de Botafogo, Jorge será substituto de Rosa Magalhães, representante de uma geração da EBA que transformou os carnavais a partir da década de 1960, com a chegada do cenógrafo e professor Fernando Pamplona ao Salgueiro. Ela trocou a São Clemente pela atual campeã, Portela. Jorge chega para desenvolver o enredo "Academicamente popular". No carnaval deste ano, ele assinou seu primeiro desfile no Rio de Janeiro, na vice-campeã da Série A, a Viradouro.
- Sem dúvida é uma reaproximação da Escola de Belas Artes com o carnaval. Fico feliz que a juventude que está chegando esteja com o respaldo e o conhecimento das raízes da academia, valorizando aqueles que foram o sustentáculo do grande crescimento do carnaval dos anos 1960 e 1970. É um retorno aos valores que fundamentam o carnaval moderno - afirma Jorge.
Recentemente, depois de uma geração formada nos barracões, Jack deu as caras em escolas como a União da Ilha. Até que, dois anos atrás, Leandro Vieira estreou como carnavalesco na Caprichosos, na Série A, e chamou a atenção da Mangueira. Em 2016, logo em seu primeiro desfile pelo Grupo Especial, na verde e rosa, conquistou o campeonato, com a homenagem à Maria Bethânia.



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