Rio de Janeiro

Rio + seguro

RIO - Copacabana e Leme, na Zona Sul do Rio, ganharam na manhã deste domingo um reforço na segurança, através do programa Rio +Seguro, lançado pela prefeitura, e que vai contar com a atuação de 280 agentes da Guarda Municipal e da Polícia Civil. Segundo o prefeito Marcelo Crivella esses bairros foram escolhidos para a iniciativa piloto por serem a porta de entrada na cidade para os turistas, além de terem índices de violência maior que outras áreas da região. Porém, não descartou ampliar a ação para bairros vizinhos, como Ipanema e Leblon, se houve necessidade.

— Copacabana é a porta de entrada do Rio e tem índices de violência mais altos. Mas, estamos vigilantes e, se tiver algum efeito colateral vamos estender para lá a nossa ronda - prometeu o prefeito

O secretário de Ordem Pública, Paulo César Amendola, demonstrou preocupação com a possível migração da violência para os bairros vizinhos. Ele disse que já há levantamento em andamento na Guarda Municipal sobre os possíveis efeitos do fechamento ao cerco da ação dos marginais em Copacabana.

— Vamos avançar (para outros bairros) na medida que tivermos recursos humanos, financeiros e operacionais — afirmou Amendola, sem dar prazo.

O programa conta com recursos na ordem de R$ 800 mil mensais, oriundos do Fundo Especial de Ordem Pública. As equipes de guardas municipais e policiais militares vão atuar em trio, tanto na orla como no interior do bairro, das 7 às 23h. Os PMs receberão R$185 de diária para atuar durante sua folga. Já os guardas, num primeiro momento, vão atuar nos seus horários normais de trabalho. As previsão é de que a partir de março passem a fazer o patrulhamento nas folgas, sendo remunerados também pelo fundo.

Fernando Corrêa Lima, Presidente da Associação de Moradores e Amigos dos postos 5 e 6 de Copacabana apoia a iniciativa. Ele espera que a ação aumente a sensação de segurança no bairro, garantindo a tranquilidade da população.

— Nós recebemos com a alegria (o programa). Já pleiteamos esse tipo de ação há anos. A insegurança no bairro é grande. Por isso, torcemos para que seja um sucesso. Copacabana precisa de segurança. O bairro é conhecido no mundo todo e a violência é ruim para sua imagem. Como morador espero agora teria o direito de ir e vir com tranquilidade e que possamos sair de casa sem medo — torce Fernando Corrêa.

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