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Réveillon do Rio terá palco móvel, que vai virar pandeiro

RIO - O samba vai ditar o ritmo do réveillon de Copacabana. A prefeitura divulgou que a SR Com, que há mais de uma década é a responsável pela festa da virada, comandará o ano-novo mais uma vez. A empresa foi a única a apresentar uma proposta de parceria com a Riotur. Inicialmente, a prefeitura pretendia divulgar o resultado em agosto, mas prorrogou o prazo para tentar atrair mais patrocinadores. O cenógrafo Abel Gomes, dono da empresa, adiantou nesta sexta-feira algumas novidades que planejou para o evento, que, a exemplo do ano passado, só terá um palco.

- Vamos homenagear o samba. Montaremos uma espécie de palco móvel, em forma de cilindro. Depois da meia-noite, quando, tradicionalmente, escolas de samba se apresentam, o palco ganhará o formato de um pandeiro. Também planejamos aumentar o número de torres de som para melhorar a acústica em toda a orla - revelou Abel.

O cenógrafo esteve à frente de outros grandes eventos realizados na cidade, como a Jornada Mundial da Juventude e as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada. Abel também era o responsável pela árvore de Natal da Lagoa, que, pelo segundo ano seguido, não será montada por falta de patrocínio.

A expectativa é que a virada do ano em Copacabana reúna de 1,5 milhão a dois milhões de pessoas. A Riotur está fechando com a produtora do réveillon a realização de outros eventos até o dia 6 de janeiro, quando deverá começar uma programação pré-carnavalesca. Existem várias ideias em estudo, inclusive a realização de um baile na orla no dia 29 de dezembro, com a Orquestra Tabajara.

Porém ainda faltam recursos para viabilizar essa festa. Dos R$ 30 milhões em patrocínios que a Riotur esperava captar junto à iniciativa privada, a SR Com só garantiu um total de R$ 7 milhões. Assim, a menos que ainda apareçam outros investidores, o que vai ocorrer é que, como anos anteriores, a prefeitura deverá arcar com os custos de parte da festa de ano-novo.

Isso inclui, por exemplo, o aluguel das balsas onde são instalados os fogos de artifício. Nas próximas semanas, a Riotur vai definir quem serão os artistas que se apresentarão em Copacabana, bem como a empresa que cuidará do espetáculo pirotécnico.

A Riotur informou que fará a montagem de palcos em outros bairros da cidade para o réveillon, mesmo se não contar com apoio da iniciativa privada. Em anos anteriores, o município arcou sozinho com os custos de algumas festas, e teve ajuda de empresários para organizar shows em outras.

Alguns locais já são tradicionais, como a Praia do Flamengo, a Praia da Bica (Ilha do Governador), o Piscinão de Ramos, Sepetiba e Pedra de Guaratiba. Nos últimos anos, também tem sido montado um palco na orla da Barra.

A dificuldade de conseguir patrocínio num momento em que a cidade sofre efeitos da crise econômica também foi vista nos meses que anteceram o réveillon passado. Em 2016, patrocínios só foram fechados em dezembro. A queima de fogos, que normalmente dura 16 minutos, foi feita em 12.

E, pela primeira vez em anos, apenas um palco foi instalado. Em edições anteriores, a festa chegou a ter três pontos de shows. Para os organizadores, um número maior de palcos ajuda no planejamento logístico, já que favorece a dispersão da multidão que marca presença ao longo da Avenida Atlântica.

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