BRASÍLIA — O (MinC) e a Econômica Federal responsabilizaram a Liga das Escolas de Samba () por não ter cumprido as "exigências” necessárias para acessar recursos da ordem de R$ 21 milhões para o Carnaval de . Segundo nota da pasta, "não há prazo hábil para os trâmites internos".
Em nota, o MinC confirmou , de que os recursos estavam travados por problemas no projeto. A maior parte do dinheiro deveria ser captada pela Lei Rouanet, segundo a pasta, que alegou o não cumprimento das regras.
"Infelizmente a Liga das Escolas de Samba não atendeu as exigências da Caixa e do MinC, que são as mesmas feitas a todos os projetos culturais patrocinados via Lei Rouanet", destacou a nota, divulgada pelo MinC como resposta do governo federal sobre o tema.
"Apesar do esforço do presidente (Michel Temer), da Caixa e do MinC, não foi possível viabilizar ainda o apoio. E agora não há prazo hábil para os trâmites internos da Caixa e do MinC. A responsabilidade é da Liga das Escolas de Samba", aponta outro trecho do comunicado.
O MinC informou ter autorizado as escolas de samba a captar R$ 13 milhões via Lei Rouanet. A Caixa Econômica, por sua vez, decidiu injetar R$ 8 milhões na festa, sendo R$ 1 milhão via Lei Rouanet e R$ 7 milhões em recursos de marketing.
O comunicado oficial dos dois órgãos ressaltou que os valores são superiores ao que o presidente Michel Temer teria se comprometido a contribuir: R$ 6,5 milhões. "Com isso, a sinalização do presidente se cumpriu", defendeu a nota. O MinC destacou ainda ter se colocado à disposição da Liesa para prestar informações necessárias sobre a captação via Lei Rouanet.
Questionada sobre quais exigências não foram cumpridas pelas escolas de samba, o MinC afirmou que as informações se restringem ao que está na nota. A assessoria da Caixa Econômica foi procurada pelo Globo, mas apenas enviou a mesma nota divulgada anteriormente pelo MinC.



